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Posts com tag ‘pragas’

lagarta minadora

Nome Popular Lagarta-minadora, minadora, minador, larva-minadora
Partes Afetadas: Brotações, tecidos tenros e folhas verdes
Sintomas: Enfraquecimento, formação de galerias em folhas e brotações novas

A lagarta-minadora é um tipo muito peculiar de inseto, ao menos em se tratando de sua forma de atacar as plantas. É chamada de minadora porque a fase larval desenvolve-se sob a primeira camada de tecido foliar, formando galerias por onde passa. Os gêneros mais comuns infestando as plantas são Phyllocnistis e Liriomyza.

Essa praga ataca brotações e folhas de diversas plantas como: tomateiro, citros diversos, couve e muitas espécies de plantas ornamentais.

O inseto adulto é bem conhecido, trata-se de uma pequena mariposa de no máximo 1 cm de comprimento que coloca os ovos sobre as folhas das plantas e, quando esses eclodem, a lagarta penetra e alimenta-se de tecido vegetal.

Esse ciclo leva de 8 a 20 dias para completar-se, fazendo com que a infestação cresça rapidamente. Além do dano causado por si, a minadora ainda facilita a entrada de microorganismos que causam doenças nas plantas como fungos e bactérias.

Ocorre durante o ano todo, principalmente no período mais seco, quase desaparecendo em períodos chuvosos. A irrigação derruba os ovos e as larvas que não penetraram nas folhas ou ramos, o que pode diminuir a incidência da praga.

Em condições naturais, a praga é controlada por parasitóides dos gêneros Diglyphus, Chrysocharis e Halticoptera e por predadores de pupas como as formigas. O controle químico é o mais usado, porém, tem efeito satisfatório apenas nos adultos ou em larvas recém eclodidas, nas lagartas que estão minando, o tecido vegetal acaba por proteger a minadora. Arrancar folhas com a praga e destruí-las também é importante para controlar a população.

pulgoes

Nome Popular: Pulgão, piolho, afídio, afídeo
Partes afetadas: Toda a planta, principalmente folhas e botões
Sintomas: Descoloração, amarelamento, enrolamento e enrugamento das folhas, subdesenvolvimento de flores, frutos e de toda a planta.

Os pulgões são insetos sugadores capazes de se multiplicar rapidamente, causando sério prejuízos econômicos para agricultores em geral. Das cerca de 4.000 espécies conhecidas, pelo menos 250 causam perdas agrícolas. Eles se alimentam da seiva das plantas, perfurando os vasos condutores. Além dos prejuízos diretos, os pulgões ainda são transmissores de doenças entre as plantas e favorecem o surgimento de fungos. Seu ciclo reprodutivo é bastante interessante, sendo que nos meses mais quentes do ano as fêmeas produzem outras fêmeas partenogeneticamente, isto é, sem fecundação e de maneira vivípara; enquanto que no outono, ocorrendo o acasalamento entre machos e fêmeas, e tornam-se ovíparos.

Os pulgões podem apresentar diversas cores, de acordo com a espécie, entre o marrom, o verde, o amarelo, o vermelho, o cinza e o preto. Os principais predadores naturais dos pulgões são as joaninhas, sirfídeos (moscas-das-flores), besouros e vespas, mas há inúmeros outros animais capazes de predá-los. Algumas formigas utilizam-se de uma solução aquosa rica em açúcares, que os pulgões excretam e por este motivo protegem-nas dos predadores.

O controle dos pulgões pode ser feito naturalmente com a introdução de predadores e parasitas. Outras formas de combate tradicionais e eficientes, são a calda de fumo e o óleo mineral. Inseticidas comerciais devem ser usados apenas em último caso, pois matam também insetos benéficos às plantas como joaninhas e abelhas.

vaquinha

Nome Popular: (adulto) vaquinha, brasileirinho, patriota, (fase larval) larva alfinete
Nome Científico: Diabrotica speciosa
Partes afetadas: Folhas verdes, frutos, flores, raízes incluindo tubérculos.
Sintomas: Desfolhamento, tombamento, morte repentina, apodrecimento de frutos e tubérculos, queda de flores e frutos.

Esse besouro é conhecido como brasileirinha ou vaquinha, dependendo da região do País. Possui coloração verde e manchas amarelas, motivo pelo qual também é conhecida como ‘patriota’. Seu nome científico é Diabrotica speciosa e é praga de diversas plantações em toda a América Central e do Sul.

A fase larval do inseto é subterrânea sendo que se alimenta principalmente de raízes de diversas espécies. O inseto adulto alimenta-se de partes vegetativas e pólen de flores, causando grande destruição quando em alta densidade. Além do dano direto, a vaquinha é vetor de doenças viróticas e bacterianas.
O ciclo leva aproximadamente um mês para completar-se, sendo que cada fêmea pode colocar até mais de 2000 ovos, podendo, dessa forma, atingir grande população em pouco tempo caso não seja detectada precocemente.
Das culturas mais atacas podemos citar a soja, o milho, as cucurbitáceas, o amendoim e a batata. Muitas ornamentais também são atacadas. Em princípio, o controle químico é mais usual.

Existe, no entanto, feromônios sexuais que atraem os machos para armadilhas feitas de garrafas pet contendo água e detergente. Como inimigos naturais a vaquinha possui os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, que infectam naturalmente larvas e adultos de D. speciosa no campo, e a mosca Celatoria bosqi que parasita essa praga. Aranhas e algumas espécies de formigas também são inimigos naturais.

Porém, algumas espécies do gênero Diabrotica, ao consumirem partes de plantas cucurbitáceas, não são parasitadas pelo fato de ingerirem uma substância chamada curcubitacina, que é tóxica a alguns inimigos naturais.

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Se a planta estiver sendo atacadas de cochonilhas, é preciso agir rapidamente. Esses insetos são visíveis a olho nu e podem ou não possuir carapaças em sua estrutura física. Cada tipo deve ser tratado de uma maneira, as sem carapaça se identificam pelo aspecto de pó branco. Não é possível saber exatamente o que leva à infestações, mas fatores como excesso de rega e falta de adubação podem contribuir, além disso, seu surgimento é muito comum no Verão e Primavera, devido ao calor e umidade, que favorecem a sua proliferação.
O fato é que as cochonilhas sugam enquanto parecem ficar imóveis nos caules e folhes das plantas sugam sua seiva e até matá-la. São uma praga terrível para qualquer jardim ou mesmo horta.
Existem várias receitas caseiras para aniquilá-las, todas exigem perseverança.

A seguir algumas:
FUMALCOBÃO
– Serve para: Pragas em geral.
Dissolva o sabão em 1 litro de água e junte à mistura já curtida de fumo e álcool.
Regar as plantas com pulverizador ou regador.
Material necessário:
20 g de fumo em corda
50 ml de álcool
50 ml de água
10 g de sabão em pedra
1 recipiente com tampa
Picar o fumo em pedacinhos e juntá-lo com a água e o álcool no recipiente. Fechar bem o recipiente e deixar curtir por aproximadamente 15 dias.
O sabão é misturado na hora do uso.
Na hora de usar o fumo faça-o rapidamente, e de preferência sem ficar aspirando muito o cheiro do tabaco, caso contrário poderá ficar nauseada (o).

MISTURA COM ÓLEO EMULSIONÁVEL – Para Cochonilha (Piolho branco ou farinha) e Cochonilha de escama: Borrifar as plantas com o pulverizador.
Material necessário:
20 ml de óleo emulsionável (Estravon)
1 litro de água
40 ml de água de fumo
1 recipiente
Misturar o óleo emulsionável em recipiente com água e água de fumo.

QUERABÃO – Somente para cochonilha
Material necessário:
50 ml de água
50 ml de querosene
20 g de sabãode coco em pedra
1 recipiente de 1 litro
Cortar o sabão em fatias bem finas e colocar para ferver junto com a água mexendo sempre até total dissolução.
Retirar do fogo e acrescentar lentamente, sempre mexendo o querosene até virar uma pasta.
Dissolver a pasta em 1 litro de água e colocar no pulverizador.
Esta pasta pode ser usada até três dias após a sua fabricação, pois ela começa a degradar-se (querosene separa da água).

ÁGUA DE SABÃO – Serve para Cochonilha e para Pulgões.
Material necessário:
1 sabão em pedra
1 litro de água
Raspar o sabão até obter 1 colher de chá que será colocada em 1 litro de água até total dissolução.
Colocar a solução no regador e aplicar.
O sabão pode também ser fervido para dissolver e aplicado quando frio.

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