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cacto no jardim

Em cada canto sombreado do seu jardim ou da sua casa, há uma oportunidade de cultivar vida. Diferente do que diz a crença popular, alguns cactos conseguem se desenvolver longe da luz solar direta.

Os cactos de sombra se diferenciam dos cactos de sol pleno porque vivem nas florestas e não nos desertos. Eles são protegidos pelas copas das árvores, ou seja, geralmente são plantas epífitas e com formato pendente.

Essas plantas resistentes são ideais para as áreas menos iluminadas. No entanto, evite o breu total. Todas as plantas precisam de no mínimo duas horas de luz solar por dia para sobreviver.

Melhores espécies de cactos de sombra

Selenicereus_anthonyanus

Cacto Sianinha (Selenicereus anthonyanus)
Também conhecido como zig-zag ou cacto espinha de peixe, esta planta nativa do México tem um efeito ornamental, marcado pelos caules com formato peculiar. Suas flores são delicadas, rosadas e se desenvolvem durante a noite.

Diferente de outros cactos, que se desenvolvem em solos pobres, a sianinha precisa de um substrato rico em matéria orgânica para prosperar. Portanto, faça adubação com húmus de minhoca.

Rhipsalis baccifera

Cacto Macarrão (Rhipsalis baccifera)
Natural da Mata Atlântica, o cacto macarrão é uma planta ornamental que pertence ao gênero Ripsális. Os seus segmentos são finos, ramificados e sem espinhos. Além disso, cria um lindo efeito pendente.

A espécie marca presença na lista de cactos de sombra, por isso tem a capacidade de sobreviver em ambientes internos. Entre o final de agosto e início de setembro, ela surpreende com belas flores brancas ou cor de rosa.

Por causa da ausência de espinhos agressivos, o cacto macarrão é uma escolha segura para cultivar dentro de casa. Não há riscos para animais de estimação e nem para crianças.

Schlumbergera truncata

Flor de maio (Schlumbergera truncata)
Quem procura por flores que gostam de sombra deve considerar a flor de maio.  A planta, originária do Brasil, possui caules pendentes e achatados. Além disso, surpreende com sua floração abundante, que aparece entre o outono e o inverno, com duração média de 15 a 20 dias.

O cultivo pode acontecer em ambientes internos, sob condições de meia-sombra. Só tome cuidado com o excesso de umidade, pois isso pode resultar no apodrecimento da planta.

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Cacto coral (Rhipsalis cereuscula)
O cacto coral pertence ao mesmo gênero do cacto macarrão. Os seus caules não são pendentes, mas sim eretos, ramificados e cilíndricos.

A espécie, nativa da América Central e América do Sul, não gosta de receber sol pleno, pois esta condição pode levar a um estado de desidratação. Por isso, faça o cultivo sempre em local sombreado e com luz solar indireta.

Epiphyllum anguliger

Epiphyllum anguliger
Esta espécie, parecida com o cacto sianinha, é natural do México e gosta de ambientes protegidos do sol forte da tarde. Suas flores são grandes, noturnas e muito perfumadas. Elas geralmente possuem tons de creme ou amarelo.

Epiphyllum oxypetalum

Cacto orquídea (Epiphyllum oxypetalum)
Esta espécie não possui qualquer parentesco com as orquídeas, mas apresenta uma floração tão espetacular quanto a planta que lhe dá nome. As flores aparecem apenas uma vez por ano e duram uma única noite.

A planta, por causa do seu hábito epífito, prefere ambientes com umidade e sombra para se desenvolver.

Selenicereus validus

Cacto samambaia (Selenicereus validus)
Outra espécie de cacto pendente que encanta os colecionadores é o cacto samambaia. Ele tem sua origem nos locais áridos e sombreados do sul do México, por isso não precisa de muitas horas de sol direto para se desenvolver.

Além dos segmentos pendentes que podem chegar a 40 cm de comprimento, a planta surpreende com suas grandes flores brancas, que desabrocham apenas quando há escuridão completa. Posteriormente, estas mesmas flores se transformam em frutos vermelhos, que lembram maçãs. Os espelhos são rígidos, mas inofensivos.

Hildewintera colademononis

Cacto rabo de macaco (Hildewintera colademononis)
Natural da Bolívia, a espécie tem como principal característica as hastes pendentes cobertas por espinhos finos e brancos. O comprimento pode chegar a 50 cm. As flores exóticas aparecem na primavera e no verão.

O cacto rabo de macaco aprecia condições de meia-sombra, portanto, você deve cultivá-lo de preferência perto de uma janela ensolarada ou em uma área sombreada no jardim com luz difusa. Jamais submeta a planta a condições de sol pleno durante à tarde.

Disocactus ackermannii

Disocactus ackermannii
Para finalizar a lista de cactos de sombra, temos o Disocactus ackermannii, conhecido por sua delicadeza e baixa manutenção. Originária das florestas mexicanas, a espécie usa troncos de árvore para se desenvolver.

A planta gosta de sombra, luz solar indireta e umidade. As flores vermelhas e grandes se abrem durante a noite na primavera.

Os cactos de sombra possuem necessidades diferentes em relação à luminosidade, porém, o substrato é o mesmo usado para cactos de sol pleno e suculentas.

Portanto, misture duas partes de terra vegetal, duas partes de casca de arroz carbonizada, duas colheres de carvão em pó e duas colheres de cascas de ovos triturados.

banquinho

Obrigada pela sua visita. Se você tem sugestões ou dicas sobre o assunto, coloque aí nos comentários, eles podem acabar virando temas para novos posts.

OBS: Este site não trabalha com vendas de plantas,sementes e afins, apenas são postados artigos com informações sobre como cultivar as plantas. Você pode adquirir sua planta desejada em qualquer bom Garden Center de sua região.


colar-de-tartaruga

Dentre as peperômias que estamos acostumados a ver, esta espécie talvez não seja a mais conhecida do público brasileiro. Trata-se de uma planta que faz bastante sucesso e é conhecida como colar de tartarugas.

De fato, esta folhagem delicada vai emitindo diversas ramificações que se espalham de forma prostrada, ao redor do vaso, como uma típica peperômia pendente. Suas pequenas folhas circulares, com marcações que lembram o casco de uma tartaruga, apresentam uma consistência suculenta, mais firme ao toque.

Assim como acontece com outros colares e plantas suculentas, de maneira geral, a planta colar de tartarugas precisa ser manuseada com bastante cuidado, já que é comum suas folhas caírem ao menor esbarrão.

Não se trata, no entanto, de uma grande tragédia, já que estas folhas podem ser aproveitadas na propagação da Peperomia prostata. Assim como acontece com todas as peperômias, é bastante fácil obter novas mudas através do plantio das folhas destacadas da planta mãe. O mesmo vale para cortes do caule, desde que tenham uma gema ou nó. Estas estacas podem ser facilmente enraizadas se colocadas em um recipiente com água.

As florações da Peperomia prostata possuem a clássica aparência de rabo de rato, em forma de espiga, comum a todas as peperômias. No caso do colar de tartarugas, as inflorescências são menores e mais delgadas, compostas por minúsculas flores na coloração branca.

Uma touceira bem formada pode produzir diversas florações de forma simultânea. Ainda que não exista uma estação típica para que elas surjam, os meses mais quentes do ano, na primavera e verão, costumam ser mais repletos de flores.

Muitos cultivadores, com o intuito de favorecer o crescimento vegetativo da Peperomia prostata, optam por cortar as inflorescências, tão logo surjam. Desta forma, a energia da planta será direcionada à produção de novas brotações, de modo a produzir uma folhagem mais densa e compacta.

colar-de-tartaruga-peperomia

Há, no entanto, quem aprecie os diversos rabinhos de rato emergindo sobre o tapete de cascos de tartaruga.

O porte miniaturizado da Peperomia prostata faz com que esta seja uma planta bastante utilizada na composição de terrários. Devido à sua origem tropical, o colar de tartarugas aprecia elevados níveis de umidade relativa do ar.

Este é um gênero típico do continente americano, que aprecia as condições amenas e sombreadas das florestas úmidas. Por esta razão, trata-se de uma planta ideal para o cultivo dentro de casas e apartamentos, em ambientes com luminosidade difusa e indireta, desde que os níveis corretos de umidade sejam fornecidos, idealmente em valores acima de 60%.

O colar de tartarugas não aprecia climas muito frios, secos, ou ambientes expostos à luz solar direta. Além disso, devido à natureza suculenta de suas folhas, as regas devem ser realizadas com cuidado. É preciso aguardar até que o solo esteja bem seco, para somente então fazer uma nova irrigação.

Basta fazer a aferição com a ponta do dedo. Se o substrato ainda estiver úmido, não é preciso regar. O peso do vaso, principalmente quando o material é plástico, ajuda a avaliar o nível de encharcamento do solo. Quanto mais pesado estiver o vaso, mais água haverá em seu interior.

Para evitar um acúmulo de umidade em torno das raízes do colar de tartarugas, é imprescindível que o vaso, seja ele de plástico ou barro, tenha furos no fundo e um sistema de drenagem, composto por uma camada de pedrisco, brita ou argila expandida.

Também é importante evitar a colocação de um pratinho sob o vaso, procedimento que pode acumular a água das regas, prejudicando a planta e favorecendo a proliferação do mosquito da dengue.

No entanto, uma bandeja umidificadora, composta por uma camada de areia ou pedrisco sobre uma lâmina de água, que não entra em contato direto com o fundo do vaso, auxilia no aumento da umidade relativa do ar, favorecendo o desenvolvimento da planta.

A Peperomia prostata aprecia um solo rico em matéria orgânica, similar àquele encontrado nas florestas tropicais. No entanto, é importante que o material não fique muito compactado. É essencial que haja uma boa aeração para o desenvolvimento correto do sistema radicular, que não costuma ser muito volumoso.

colar de tartaruga

Além disso, a composição do substrato deve favorecer uma rápida drenagem, de modo a se evitar o excesso de umidade. A terra vegetal, que costuma ser vendida pronta para o uso na jardinagem amadora, é suficiente para o cultivo do colar de tartarugas. Alguns cultivadores adicionam uma parte de composto orgânico, que pode ser húmus de minhoca ou esterco curtido, enriquecendo o solo.

Caso o intuito seja priorizar o desenvolvimento vegetativo, uma adubação equilibrada, do tipo NPK, pode ser fornecida, visando complementar os nutrientes fornecidos pela matéria orgânica. No entanto, se as florações forem desejáveis, pode-se aplicar uma adubação mais rica em fósforo, própria para estimular o surgimento das flores.

O colar de tartarugas, é bastante comercializado nos países do hemisfério norte, sendo comum encontrarmos lojas online que oferecem exemplares em touceiras nos mais diversos tamanhos.

Mesmo não sendo uma planta suculenta típica, o colar de tartarugas encanta pela sua aparência minimalista e delicada, cabendo nos espaços mais exíguos.

Além disso, por não ser muito exigente quanto à luminosidade, torna-se uma candidata ideal para o cultivo em interiores, em qualquer local próximo a uma janela que receba luminosidade indireta. É impossível não se apaixonar por esta coleção de miniaturas de tartarugas em forma de planta.

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flor-da-fortuna

Essa espécie delicada e de fácil cultivo se destaca de forma grandiosa em projetos de paisagismo, especialmente por sua beleza.

Seja para jardins ou ambientes internos, a flor da fortuna com certeza é uma boa pedida, e você pode facilmente tê-la em casa.

Cultivo da flor da fortuna
Como informado anteriormente, a kalanchoe pode ser desenvolvida em ambientes internos ou externos. Isso significa que ela pode ser deixada dentro de casa, em vasos, desde que a água não se acumule na parte de baixo dos potes.

Rega da flor da fortuna
A flor da fortuna é originária do sul da África, em Madagascar, uma região praticamente desértica. Por tal motivo, a espécie é considerada uma parente dos cactos, o que faz com que uma de suas principais características seja a baixa necessidade de rega.

Por não precisar de muita água para sobreviver, o ideal é regar apenas quando o solo estiver completamente seco: duas vezes por semana já serão suficientes.

No período de inverno, quando fica mais frio, a frequência pode ser reduzida para uma rega. Vale lembrar que, ao molhá-la, o solo não deve ser encharcado. Basta pensar nos cuidados de uma suculenta.

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Exposição ao sol
Falando em suculentas, a flor da fortuna é outro tipo de planta que aprecia boa luminosidade, mas tudo irá depender do ambiente e do clima.

Nesse sentido, caso seja cultivada dentro de casa, deve ser mantida perto de uma janela bem iluminada, com luz indireta intensa.

Já para áreas externas, a kalanchoe pode receber sol direto pela manhã ou no fim da tarde. Cuidado com o sol forte do meio-dia: ele pode queimar suas folhas.

No geral, 4 a 6 horas já serão o suficiente para estimular sua floração e mantê-la saudável. Para climas muito quentes, vale fornecer meia-sombra ou alguma proteção contra o sol.

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Adubação
De modo que seja possível manter a flor da fortuna saudável, é indicado que seu solo esteja sempre leve e bem drenado. Substrato ou terra vegetal misturada com um pouco de areia irão deixá-la ainda mais bela.

Também recomenda-se que podas sejam feitas dois meses antes de sua floração, o que costuma ocorrer principalmente no inverno e início da primavera.

Uma dica para mantê-la bonita e vibrante é adubar sua terra uma vez por ano. O recomendado é o método 04-14-08, que consiste em um adubo com nitrogênio, fósforo e potássio, todos nutrientes essenciais para o crescimento das plantas.

Mesmo que a espécie floresça durante o ano inteiro, o processo pode ser acelerado justamente com a adubação.

E se ela murchar?
Quem realmente quer entrar no mundo da jardinagem deve ter uma boa dose de paciência. Quando as flores da kalanchoe murcharem, recomenda-se fazer a poda para que ela rebrote após quatro ou cinco meses.

Para isso, basta cortar as flores, adicionar o adubo e tomar cuidado com a iluminação e a rega. Esse processo pode ser repetido várias vezes. Também é importante sempre retirar as folhas mortas e colocar canela em pó no local para acelerar a cicatrização.

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A Chama-eterna também conhecida como “calathea laranja”, é uma espécie da família Marantaceae, nativa das florestas tropicais do Brasil, especificamente dos estados da Bahia e Espírito Santo.

Reconhecida mundialmente por suas inflorescências vibrantes em tons de laranja-açafrão e folhagem, essa planta é uma excelente escolha para a decoração de interiores, trazendo um toque de cor e vida aos ambientes.

A Chama-eterna cresce entouceirada, com altura de 60 cm e largura de 40 cm, tornando-a uma excelente opção para cultivo em vasos. Ela apresenta um sistema radicular rizomatoso, com raízes adventícias.

O caule é reduzido e subterrâneo, sendo representado principalmente pelo rizoma. As folhas emergem diretamente desse rizoma, formando uma roseta basal. As folhas são dispostas de forma alternadas e espiraladas, característica comum entre as Marantaceae.

Os pecíolos são longos e sustentam folhas muito ornamentais, simples, inteiras, de formato elíptico, com textura coriácea e ligeiramente onduladas.

A face superior das folhas tem coloração verde escura e levemente brilhante. Já a face inferior apresenta tonalidades arroxeadas a púrpuras, um mecanismo adaptativo para refletir a luz de volta ao mesofilo, aumentando a eficiência fotossintética em ambientes sombreados.

A espécie floresce na primavera e verão, desde que receba as condições adequadas de umidade e temperatura. A inflorescência da Chama-eterna é uma espiga composta, sustentada por um longo pedúnculo ereto, que se estende acima da folhagem.

Cada inflorescência é formada por 15 a 27 brácteas organizadas em 5 a 7 séries horizontais. As chamativas brácteas são o grande diferencial da espécie, apresentando coloração alaranjada a amarelo-açafrão, o que inspirou seus nomes populares “Chama Eterna” e “Calatéia Açafrão”. As inflorescências podem durar até três meses, agregando alto valor ornamental à planta.

As flores propriamente ditas são menores que as brácteas e apresentam uma estrutura tubular. A frutificação da Chama-eterna não é um evento comum em cultivos ornamentais, mas, quando ocorre, os frutos são cápsulas triloculares, que contêm sementes pequenas e ariladas.

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Com sua combinação de folhagem exuberante e inflorescências cor de açafrão, a Chama-eterna é amplamente utilizada no paisagismo de interiores e em jardins tropicais.

Seu porte compacto e hábito de crescimento em touceira fazem dela uma excelente escolha para jardins sombreados, formando maciços sob bosques de árvores, bordaduras e canteiros protegidos da luz solar direta.

Em ambientes internos, é cultivada como planta de destaque em vasos decorativos, proporcionando um toque exótico e sofisticado a salas, varandas e escritórios. Quando cultivada em grupos, cria composições vibrantes e elegantes, contrastando suas brácteas alaranjadas com a folhagem verde-escura de outras espécies tropicais.

A Chama-eterna é adaptada ao sub-bosque das florestas tropicais, onde recebe luz filtrada pelas copas das árvores, portanto ela prefere luz filtrada e abundante.

Dentro de casa, posicione-a próximo a janelas voltadas para o leste ou oeste, com cortinas para difusão da luz. Evite a exposição ao sol direto, pois pode causar queimaduras nas folhas, resultando em manchas marrons e desbotamento.

Essa espécie prospera em ambientes quentes e estáveis, numa faixa ideal de 18°C a 30°C, sendo essencial evitar variações bruscas que podem comprometer seu desenvolvimento.

A umidade deve ser mantida sempre acima de 50%, com níveis ideais entre 60% e 80%. Para alcançar essa condição, pode-se utilizar um umidificador, colocar o vaso sobre um prato com pedras e água ou pulverizar a folhagem de duas a três vezes por semana com água destilada, sempre evitando molhar as flores. Também é essencial manter a planta longe de correntes de ar, como saídas de ar-condicionado e aquecedores, pois ressecam o ar.

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O substrato deve imitar o solo rico e bem drenado da floresta. Para isso, recomenda-se uma mistura contendo 25% de turfa ou fibra de coco, que ajudam na retenção de umidade; 25% de composto orgânico ou terra vegetal rica em húmus, para fornecer  nutrientes; 20% de perlita ou areia grossa, garantindo boa drenagem e aeração; 20% de casca de pinus ou carvão vegetal, melhorando a estrutura do solo.

O pH ideal do solo varia entre 6,0 e 6,5, ligeiramente ácido. Para evitar o acúmulo excessivo de umidade e prevenir o apodrecimento das raízes, recomenda-se adicionar uma camada de drenagem no fundo do vaso, utilizando pedras ou argila expandida.

A rega deve ser feita com atenção para manter o solo constantemente úmido, sem encharcar. Durante a primavera e o verão, a rega pode ser necessária uma ou duas vezes por semana, enquanto no outono e inverno, a frequência deve ser reduzida para a cada 10 a 14 dias, conforme a umidade do solo.

O teste do dedo é um método eficaz para determinar o momento certo de regar: basta inserir o dedo no substrato e, se os primeiros 2 cm estiverem secos, é hora de adicionar água.

A qualidade da água também é fundamental para a saúde da Chama-eterna, já que essa planta é sensível a substâncias químicas encontradas na água da torneira, como cloro e flúor, que podem causar manchas marrons nas folhas.

O ideal é regar com água da chuva, destilada ou filtrada. Se apenas a água da torneira estiver disponível, recomenda-se deixá-la descansar por 24 horas antes de utilizá-la, permitindo que o cloro evapore.

A fertilização deve ser moderada e feita mensalmente, durante o crescimento ativo, entre primavera e verão, com um fertilizante líquido de liberação lenta ou granulado, preferencialmente na formulação NPK 10-10-10.

Goeppertia crocata

Durante o outono e inverno, a fertilização deve ser suspensa, pois a planta entra em um período de crescimento mais lento. O excesso de fertilizante pode ser prejudicial e se manifesta por bordas queimadas nas folhas e crescimento reduzido. Caso isso ocorra, o solo deve ser lavado com bastante água para eliminar os resíduos acumulados.

A poda da Chama-eterna é simples e consiste na remoção de folhas secas ou danificadas na base da planta. Além disso, após o período de floração, é importante cortar as hastes florais secas para estimular novos brotos.

Para evitar a transmissão de doenças, todas as ferramentas de poda devem ser previamente esterilizadas com álcool ou solução desinfetante.

A propagação da Chama-eterna pode ser feita por dois métodos principais: divisão de rizomas e sementes, sendo a primeira a mais fácil. O primeiro passo da divisão é remover a planta do vaso e afrouxar o solo ao redor das raízes.

Em seguida, identificam-se as divisões naturais no rizoma e elas são separadas cuidadosamente, garantindo que cada nova planta tenha raízes saudáveis e pelo menos uma folha.

Cada divisão deve ser plantada em um vaso novo com substrato adequado e regada moderadamente. Para estimular o enraizamento, as mudas devem ser mantido em um ambiente úmido e sombreado, podendo ser cobertas com plástico transparente para criar um efeito estufa.

Após duas a três semanas, quando novas folhas surgirem, a cobertura pode ser removida e a planta passa a ser cuidada normalmente.

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