A vinca é também conhecida como vinca-de-gato, boa-noite e maria-sem-vergonha é uma planta de pequeno porte endêmica de Madagáscar. Na natureza, essa espécie encontra-se em extinção, isso se deve ao processo de destruição do habitat pela queima da mata para aumentar as áreas para agricultura.
É uma planta cultivada em muitas outras regiões de clima tropical e subtropical, ocorrendo um processo de naturalização a estes novos lugares.
Essa pequena planta é muito estudada pela medicina, devido ao fato de esta planta contar alcalóides bisindólicos, que acumulam-se nas folhas da planta e que são usados para tratamento de vários tipos de diabetes e câncer, tendo também propriedades anti inflamatórias. Mesmo assim, é considerada uma planta tóxica, não podendo ser ingerida.
Tendo floração anual, a espécie é perene e suas flores possuem cinco pétalas, de varias cores. As folhas são opostas, brilhantes, medindo cerca de 2,5 a 9 cm de comprimento, por 1 a 3,5 cm de largura. Seus frutos são pares de folículos de 2 a 4 cm de comprimento e 3 mm de largura.
É uma planta que gosta de calor e luz solar direta, sendo muito resistente a seca, por um período menor que um ano.
A planta é perene, e geralmente é mais cultivada em canteiros e jardins de flores. Em um clima frio, a vinca desenvolve um caule que é lenhoso, podendo crescer até 1 m de altura. Suas folhas são brilhantes, e podem medir de 5 a 7 cm de comprimento.
As cinco pétalas de flores são tipicamente rosa, mas podem ser encontrados em cores como o branco, o roxo e o vermelho. Florescem melhor no verão, e como a maioria dos membros da família das Apocynaceae, esta planta pode exudar um tipo de látex de textura leitosa.
A vinca é uma planta muito rústica e pouco exigente, por esses motivos pode ser cultivada em quase todo o mundo onde se apresenta com clima tropical e subtropical. O cultivo deve ser feito em um solo mais fértil e deve ser regado regularmente, mesmo que a vinca de Madagascar seja bem resistente a seca e aguentar até um ano com pouca água.
Geralmente a vinca é usada em decorações de jardins, em maciços, em vasos, em bordaduras, em jardineiros e vasos. O período de aparecimento das flores estende-se por todo o ano.
Apesar de ser uma bela planta, a planta deve ser trocada por períodos de dois anos, devido ao fato de que ela começa a perder um pouco da beleza no decorrer dos anos.
Cuidados
Esta é fácil de tratar, uma que vez que ela se adapta muito bem ao nosso clima e chega acrescer até mesmo sem ser muito bem cuidada. Graças a sua versatilidade pode ser criada tanto em jardineiras quanto em vasos ou em solo.
Para melhores resultados deve-se utilizar solo que esteja devidamente fertilizado e sempre umedecido, quanto à luminosidade, essa planta cresce muito bem diretamente ao sol, até porque ela é bem resistente e nem sofre queimaduras.
Após alguns anos a vinca começa a perder um pouco da beleza e aparentar velhice, então é aconselhável fazer algumas mudanças drásticas, como extrair mudas das melhores partes da planta e replantá-las. Pode-se também simplesmente jogá-la fora e adquirir outra.
Distribuição geográfica
A Catharanthus roseusou é endêmica da ilha de Madagascar, no Oceano Índico. A vinca pode ser encontrada também em vários outros países tropicais e subtropicais do mundo.
Pelo seu grande uso medicinal, a Catharanthus roseusou é cultivada comercialmente na Austrália, África, Índia e sul da Europa. No seu país de origem, ela se encontra com a classificação de vulnerável por sua área natural e selvagem.