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Posts para categoria ‘Plantas Carnívoras e Daninhas’

Utricularia

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Família
: Lentibulariaceae
Origem: os 5 continentes
Tipo de armadilha: ativo
Dimensão: de 10 cm a 1 m
Temperatura: 20 – 30ºC (Verão)  2 – 10ºC (inverno)
Luminosidade: meia sombra
Umidade : 100%
Dificuldade de cultivo: Fácil

Existem algumas espécies terrestres, mas na sua grande maioria esta planta carnívora é aquática ou semi-aquática.
O nome utricularia vem do latim utriculus, pequena garrafa. As utricularias aquáticas são semelhantes a uma massa de filamentosa que pode atingir vários metros. Com folhas filiformes onde dispõe as armadilhas. No Inverno a planta para o seu crescimento e passa à forma de hibernagem, um espécies de tubérculo que lhe permite resistir ao frio.

Como captura as presas
Esta é a planta mais “rápida” de todas. Dispõe de várias armadilhas em forma de bolhas. Estas “bolhas” ovais de 2 a 4 mm, translúcidas estão fechadas por um mecanismo engenhoso.

Com dois pelos sensíveis ao toque, a planta aspira qualquer inserto (larva de mosquito por exemplo) se este tocar nos pelos.
O interior da bolha esta em vácuo, quando o inseto toca no pelo e a planta faz abrir a bolha, o inseto é brutalmente aspirado, com uma incrível rapidez. A bolha é fechada novamente e a planta digere a presa. Depois de 1 a 2 dias (algumas plantas conseguem digerir em algumas horas), a planta cria novamente vácuo e a armadilha está de novo pronta.

As plantas em cultura apresentam um floração espetacular, uma das carnívoras mais bonitas, comparável à pinguicula. Muitas vezes cultivada pela sua beleza, sobretudo as semi-aquáticas ou terrestres.

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Plantas_Insectioras

Extraordinária Reação Química
Como todos os organismos vivos, as plantas asseguram o seu metabolismo graças ao alimento. Os vegetais apresentam a particularidade de serem capazes de sintetizar as substâncias nutritivas (açucares) a partir dos sais minerais dissolvidos no solo, que são absorvidos através das raízes.

Um Processo complexo que denominamos de fotossíntese é produzido combinando a clorofila, a energia solar e o gás carbónico do ar, para os elementos minerais da seiva bruta se transformem em substâncias orgânicas.

O mundo ao contrário
Num meio ácido muito pobre em sais minerais, algumas plantas conseguiram inverter a lógica da natureza. Em vez de serem comidas por animais, como é habitual no mundo vegetal, passaram a predadoras

Plantas Insetívoras
Estas plantas capturam e digerem os insetos que são ricos em minerais essenciais e em azoto. As “Plantas Carnívoras” deveriam ser antes denominadas “Plantas insectívoras”

linha de florzinhas

darlingtonia

Família: Sarraceniaceae
Origem: Estados Unidos, California
Tipo Armadilha: Passivo
Dimensão: de 15 a 90 cm
Temperatura: 15 – 28ºC (Verão) 5-15ºC(inverno)
Substrato: 80% de esfagno e 20% de turfa
Luz: Meia luz, nunca direta no verão
Umidade: 60 – 80%
Dificuldade: Delicada no interior, em estufa fria, esta planta de aspecto semelhante a uma cobra, cresce em altitude na Califórnia do norte, até 2800m e em zonas úmidas da costa de Oregon (EUA). De aspecto vivace com rizomas espessos que lhe permitem ter uma tufa importante.

As urnas assemelham-se a uma cobra devido à sua “língua” bifurcada e a sua posição ereta.

Como apanha as presas
As gandulas nectaríferas atraíam os insetos para perto da planta, estando situadas na “língua” bifurcada, os insetos “entram” na planta pela abertura ai situada.
No interior os insetos confundem a saída com a parte superior da planta, que é constituída por zonas translúcidas. Os insetos, enganados de essa forma, bate constantemente nessa zona superior, como as moscas fazem nos vidros. Cansados, acabam por cair na água que encontram no fundo.

O interior está também recoberto de pelos virados para baixo, dificultando ainda mais a saída ao insetos, levando os a escorregar e cair no fundo.

O líquido é constituído por água pura, as bactérias é que se encarregam de decompor e dissolver os insetos nas substâncias nutritivas, que a planta absorve. A planta tem a capacidade de alterar o nível de água do interior.

A Darlingtonia californica tem a reputação de ser muito difícil de manter, isso é de fato verdade, se for mantida no interior de casa. Se a cultivarmos em estufa-fria ou num terrarium (com temperatura controlado) a dificuldade para a manter saudável é a mesma do que qualquer outra carnívora.

Com umas flores de aspecto deslumbrante, ver a flor crescer e abrir, é de fato incrível.

jardineira

heliamphora

Família: Sarraceniaceae
Origem: América do sul
Tipo Armadilha: Passiva
Dimensão: de 5 a 50 cm
Temperatura: 20-28ºC (Verão) 10-20ºC(inverno)
Substrato:  40% de turfa e 60% de esfagno vivo
Luz: Direta na primavera
Umidade: 60 – 90%
Dificuldade: Fácil se em terrários ou estufa

Planta que cresce nas montanhas da América do sul, nas grandes formações rochosas quase inacessíveis (mésas). De aspecto vivace, esta planta forma uma folha enrolada em tubo. Serve de refugio a rãs (tepuihya edelcae)  que “utilizam” a planta para como engoda na sua caça aos insetos.

A presa mais corrente é a formiga. Curiosamente encontramos larvas de mosquito na água das urnas que nadam no líquido sem sofrerem nenhuma consequência pela atividade bacteriana.

Como apanha as presas
O sistema da captura é passivo e bem visível, o inseto simplesmente cai e afoga-se no líquido. A cor viva do topo da planta atrai os insectos. Insetos esses que também são atraídos pelo néctar segregado pelas glândulas da planta. Na zona intermédia da planta encontramos uma parte completamente lisa por onde os insetos, sem suporte, caiem no fundo.

Os pelos virados para baixo da planta, travam os intentos de fuga por parte dos insectos. Afogados na água, as bactérias asseguram a decomposição do cadáver.

Cultive a planta num terrário fechado, sem nunca deixar os vasos em permanência na água, excetuando os quentes dias de verão. Uma boa vaporização é importante.

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