Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments




Posts para categoria ‘Jardins e Manutenção’

Além de escolher corretamente as espécies para ambientes internos e varandas, é muito importante saber cuidar das suas plantinhas.

A manutenção das espécies de sombra exige menos trabalho, pois normalmente elas não precisam de tanta rega quanto as de sol.

Suas folhas são resistentes, duráveis e levam muito tempo para secar. Diversas espécies possuem as folhas naturalmente brilhantes e, se você conseguir mantê-las limpas, elas ficarão ainda mais bonitas.

Para tentar ajudá-los nessa tarefa, vão aqui algumas dicas:
- Espécies de sombra normalmente precisam de pouca água. Isso vale para o Alplenium, Pacová, Zamioculca, Chamaedoreas, bromélias, samambaias, orquídeas etc. Todas elas podem ser regadas somente 1 vez por semana. A quantidade de água vai variar de acordo com o tamanho da planta.


De cima para baixo: Zamioculca, bromélia e orquídea.

- Elas devem estar sempre com suas folhagens limpas. Passe um pano limpo e úmido pelo menos 1 vez ao mês. Se tiver a possibilidade de fazer toda semana, melhor ainda. Você verá como sai sujeira de poluição no pano. Essa limpeza ajuda a espécie a respirar e previne o aparecimento de pragas, como cochonilhas e pulgões.
- Não há necessidade de adubação constante. Se você colocar adubo uma vez a cada 4 meses, ela já ficará bastante vistosa. Apesar disso, o solo deve ser bem drenado e sua composição, diferenciada. Seu paisagista ou agrônomo saberão fazer o plantio da maneira adequada.
- Um preocupação constante é o surgimento de fungos, que podem ser identificados pela coloração amarelada da folhagem ou pelo cheiro ruim na terra, ocasionado pelo excesso de água. Se isso acontecer, diminua a quantidade de água ou aumente o intervalo de dias entre uma rega e outra.
- Indico que uma vez ao mês seja feita uma manutenção com jardineiro especializado (de alguma empresa ou paisagista de sua confiança). Ele poderá identificar a existência de pragas e fará a adubação nas épocas correta.

cambará amarelo

A cor amarela é uma cor primária e o verde é a sua combinação com a cor azul, em tons do verde mais amarelado ao escuro. Brincando com tintas ou lápis de cor, vamos misturar verde com amarelo ocre, amarelo siena queimada (cor de tijolo) com verde e o resultado são verdes oliváceos a acastanhados, cores de outono. Mas para que este trabalho todo? Porque encontramos plantas com folhagens e até flores nestas cores e poderemos planejar o nosso jardim dourado para o ano todo também.

Em maciços somente verdes contamos com o tamanho, forma e coloração das folhas além da forma da planta e a combinação de tudo isto é que dá o efeito paisagístico que desejamos. As flores de árvores, arbustos, herbáceas perenes e de estação introduzidas no projeto, produzirão suas flores em vários tons de amarelo, do creme ao amarelo acastanhado ou alaranjado e darão com esta característica o nome de jardim dourado.

É um jardim difícil de fazer, sem incorrer no verde-amarelo patriótico, o amarelo é uma cor que reflete muito a luz e se o verde da folhagem for muito claro e também brilhante, ofuscará a vista, cansando o visitante. Devemos dosar a quantidade de flores para cada estação, misturar plantas de cores de amarelos diferentes e usar flores brancas para amenizar.

Mas quando queremos causar impacto no jardim, como fazer? Lembra do que vimos quando falamos sobre o disco das cores, como causar impacto usando cores opostas? O oposto do amarelo é o violeta e toda a gama de tons que vão do azul quase roxo da Salvia sp. até o quase púrpura da Centaurea e Tibouchina.

Tons de lilás azulado como da glicínia (Wisteria sp) também podem ser usados, mas não há tanto contraste. No entanto, o uso excessivo de violeta e amarelo devem ser evitados e esparsos no meio da folhagem, em vasos ou alguma pérgula, na borda de um muro, dosado como enfeitar-se sem parecer uma árvore natalina.

Nas filosofias orientais o amarelo é cor de ouro, dinheiro e riqueza e seu uso recomendado. É um jardim belo, este de flores amarelas e pode encantar a todos. Mas para isto é preciso estudar e planejar antes e o paisagista e o jardineiro deve trabalhar com lápis de cor ou tintas desenhando no papel o seu jardim, olhando fotos de flores e folhagens, à busca do efeito desejado. Construir um jardim, implantá-lo e depois admirar o efeito que causa no visitante, na medida em que se orquestrou o drama, o contraste e a harmonia, como numa composição musical. Eis a recompensa.

Há quem não tenha receio de colocar mil cores no jardim e sem se preocupar com o multicolorido das flores ainda coloque folhagens de folhas variegadas coloridas.

Antigamente os jardineiros não se preocupavam com estes detalhes. O jardim era feito para a primavera e verão e o resto do ano ficava tudo verde, sem planejamentos. Com livros e a edição de revistas de jardinagem e paisagismo, passando idéias e conceitos isto tem mudado, mas ainda há pessoas que colocam tudo no jardim, adoram plantas, cultivam-nas por prazer e não estão nem aí para ditames da moda nem palpiteiros de plantão como nós.

Também há o oposto, é só olhar revistas que nos deparamos com os chamados jardins minimalistas, muito pedrisco, algumas herbáceas raquíticas ou com jeitão de capim, muitas cicas, palmeiras, uma que outra muda de suculenta e eis o jardim maravilhoso criado por… Já viu isto?

Em empresas o que se vê é abundância de aloés, palmeiras, cicas e gramados. Se há arbustos floridos, pelo menos nos estados sulinos a escolha cai sempre nas azáleas, cuja floração primaveril é esplendorosa e o resto do ano suas folhas sem atrativos deixam o jardim tristonho. A escolha de anuais é feita raramente ou então em abundância, para compensar o restante sem graça.

Acredita-se que estamos pisando em terreno minado ao afirmar estas coisas, mas ao longo de anos planejando e reformando jardins, a análise dos fatos é esta, os padrões se repetem em todos os lugares, com belas, mas poucas exceções. Atualmente há uma avalanche de palmeiras esguias, cicas, agaves ou aloés, pingos de ouro e helicônias e quanto tempo esta moda vai durar, veremos…

As cicas têm lento crescimento e há uma tendência em colocá-las bem junto umas das outras para fazer um maciço, esquecendo-se que seu crescimento ao longo do tempo é mais em diâmetro que em altura. Por vezes observa-se em entradas de condomínios e com o tempo o portão não abrirá, nem poderá haver trânsito de pedestres. Aposto que também já observaram isto.

Com estas críticas não estamos afirmando detestar esta ou aquela planta. Todas são belas em suas formas, cores e formatos e colocadas de forma certa embelezam e transformam um jardim em exemplo perene, podendo servir até de logomarca para uma empresa.

O que desejamos é ver os jardins planejados de forma a ter beleza, praticidade e ser fora desta padronização. Isto passa, é claro, por estudo, muito estudo, não só de paisagistas mas do jardineiro amador. Os conjuntos de plantas em canteiros, os detalhes charmosos das anuais, as palmeiras colocadas num jardim estilo tropical, tudo é maravilhoso e colocado do jeito certo será de tirar o fôlego do visitante.

Utensílios jardinagem

Os melhores amigos de qualquer jardineiro são, sem dúvida, os seus utensílios. Para plantar, cuidar, regar e apanhar, estes são os top 16 utensílios de jardinagem. Tem tudo o que precisa para tratar do seu jardim?

1 – Pá para transplantar: estreita ou larga, esta pá é essencial para semear e transplantar de tudo um pouco. As mais resistentes são confeccionadas em aço e as mais leves em alumínio, enquanto os cabos são esculpidos em madeira ou plástico fácil de manusear. As mais sólidas são aquelas cuja pá e pega compõem uma única peça. A pá mais estreita é a ideal para as zonas mais apertadas do jardim, reduzindo, em simultâneo, o risco de danificar as plantas que se encontram nas proximidades. Em adição, é mais adequado para fazer furos profundos, de forma a acondicionar melhor todas as raízes, do que a pá para transplantar tradicional.
2 – Plantador cônico de bolbos: esta é uma excelente ferramenta de jardinagem uma vez que permite a formação de buracos perfeitos para plantar.
3 – Enxertador: comprido e estreito, este utensílio tem no nome a sua função, sendo utilizado para enxertar ou retirar parte da haste de uma planta com o intuito de a replantar noutro local.
4 – Forquilha: este utensílio de jardinagem é essencial para retirar raízes, dividir plantas que cresceram excessivamente ou para colher vegetais que tenham raízes. As forquilhas em aço inoxidável são as mais resistentes.
5 – Sacho: prático para desterrar o solo e afastar ervas daninhas, folhas e outras folhagens, ajuda na limpeza em torno de plantas e flores.
6 – Escarificador: este utensílio de mão é utilizado para criar bordas simples e limpas entre floreiras e relva, perfeito para dar aqueles últimos retoques no solo.
7 – Tesouras de podar: para flores e para árvores, necessita de pelo menos uma de cada para remover folhas e flores secas, para aparar arbustos e árvores e, claro, para apanhar flores e exibir num bonito vaso dentro de casa.
8 – Tesouras corta-relva: estas tesouras revelam-se extremamente práticas para aparar a relva em zonas aonde a máquina de cortar não chega.
9 – Arame plastificado: um aliado eficaz para prender folhas, hastes e galhos que parecem não querer manter-se erguidos, ajudando ainda a orientar a direção de plantas e arbustos.
10 – Regador: seja em plástico, latão ou cobre, um regador é essencial para regar plantas de forma individual ou para a aplicação de fertilizantes. Os mais equilibrados são aqueles que apresentam um bico mais comprido.
11 – Pulverizador: de menor dimensão mas igualmente essencial, um pulverizador é perfeito para borrifar folhas de plantas ou zonas específicas da mesma (no caso da aplicação de algum produto), sendo a sua ação spray completamente direcionável de uma importante valia.
12 – Mangueira: para um jardim muito extenso, uma mangueira é fundamental para facilitar uma rega equilibrada. Adicionalmente, pode optar por mangueiras perfuradas que, colocadas diretamente no chão, permitem que a água entre diretamente para a terra, hidratando de forma suave e contínua as raízes das plantas, ou seja, a zona que mais H2O necessita. Existem ainda muitos jardineiros que optam pela rega por aspersão, existindo vários modelos e sistemas disponíveis.
13 – Saco de jardim: para facilitar a limpeza do jardim, nomeadamente a recolha de ervas daninhas, folhas secas ou até mesmo lixo, nada como um saco de jardim em material ultraleve que é muito fácil de arrastar à medida que dá a volta ao terreno. Atualmente, existem muitos modelos desdobráveis que praticamente desaparecem na hora de guardá-los.
14 – Luvas: um jardineiro precisa das suas mãos, daí a importância das luvas que são uma proteção contra uma série de fatores. Há quem goste de trabalhar com luvas e há quem não consiga – experimente as duas formas.
15 – Joelheiras: esta invenção veio apoiar os joelhos de jardineiros em todo o mundo, dando-lhes algum conforto quando passam horas ajoelhados a tratar do jardim.
16 – Carrinho de mão: para transportar todos os utensílios de jardinagem nada como um prático carrinho de mão, principalmente quando tiver de carregar sacos de terra ou no final de uma sessão de limpeza do jardim. As suas costas agradecem!