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Posts para categoria ‘Cactos e Suculentas’

echeveria shaviana

Nomes populares: Rosa de pedra, galinha mexicana, galinha e pintinhos mexicanos.

Esta suculenta sobressai de outras echeverias pela combinação rustica e delicada das folhas, que lhe dão um toque feminino e lembram um belo rendado.

As folhas mais delgadas e menos gorduchas do que a maioria das echeverias, apresentam um fino acabamento ondulado nas bordas e agrupam-se em forma de roseta parecida a um belo repolho ornamental.

A floração da echeveria shaviana é outro dos seus aspetos importantes, dá-se durante os meses mais quentes do ano, principalmente no Verão.

As flores delicadas com formato de pequeno sino apresentam uma coloração tênue rosada  e estendem-se ao longo de uma uma haste floral compacta.

Echeveria Shaviana 6

Cuidados
A maioria das espécie de echeverias não são complicadas de cultivar, a shaviana não é exceção, basta ter em atenção algumas regras básicas.

Condições favoráveis
A echeveria shaviana  demanda boa claridade. Quando exposta ao sol, geralmente adquire tonalidades avermelhadas ou arroxeadas. Dá-se bem em ambientes internos desde que apresentem boa luminosidade.

Quando os níveis de luminosidade são insuficientes, as echeverias tendem a sofrer de estiolamento, crescem à procura da luz, ficam compridas e perdem a graciosidade que lhes é característica.

Transplante da Echeveria shaviana
Os vasos usados podem ser de cerâmica, plástico ou outros a gosto, desde que a rega seja ajustada ao material de cada vaso, lembrando que os impermeabilizados tendem a manter a umidade por mais tempo.

É recomendado colocar uma camada de material drenante no fundo, que pode ser pedriscos, isopor, casca de árvores, entre outros. O substrato deve ser leve e porosos.

echeveria

Rega da Echeveria shaviana
Não tolera o excesso de água nas folhas e no substrato, o excesso de umidade pode favorecer o aparecimento de fungos e levar ao deterioramento da suculenta. A rega deve ser moderada, deixe o substrato secar  completamente entre cada irrigação.

A quantidade de água fornecida à planta tem responsabilidade direta na aparência da roseta. Se for mais regada a echeveria shaviana tende a abrir mais e apresenta tonalidade mais clara. Com menos água ela tenderá a ficar mais compacta e com cores mais profundas.

Pragas e doenças da Echeveria shaviana
A planta pode ser atacadas por fungos e cochonilhas. As folhas secas que se acumulam na base da planta à medida que ela vai crescendo podem se tornar um esconderijo destas pragas.

Se retirar a cochonilha com ajuda de um cotonete embebido numa mistura de água e álcool, evitará que ela se propague e provoque prejuízos maiores à planta. Em caso de infestações graves, poderá recorrer a inseticidas ou a soluções caseiras como Calda de Fumo:
Ingredientes
100 gramas de fumo de corda;
1/2 litro de álcool;
1/2 litros de água;
100 gramas de sabão em pedra neutro.

Preparo
Misture 100 gramas do fumo cortado em pedacinhos em 1/2 litro de álcool. Acrescente 1/2 litro de água e deixe a mistura curtir por aproximadamente 15 dias. Após este período, corte o sabão em pedaços pequenos e dissolva-o em 10 litros de água. Misture o sabão à calda de fumo curtida. Em áreas com ataques muito intensos, pulverize a mistura diretamente sobre as plantas.
Caso a infestação ainda seja pequena, dilua o preparo em até 20 litros de água limpa antes da pulverização. As aplicações devem ser feitas em períodos de sol ameno. Uma dose a resolver o problema, caso os bichinhos não desapareçam, porém, vale borrifar as plantas atacadas uma vez por semana, até que a infestação acabe.

echeveria

Multiplicação da Echeveria shaviana
A reprodução pode ser feita na Primavera ou inicio de Verão, pelo enraizamento das folhas, das hastes laterais ou das rosetas antigas decapitadas.

É possível reproduzir a Echeveria shaviana através da semente, porém o processo é lento e difícil e a percentagem de sucesso é baixa.

Manutenção
Remova as folhas velhas e secas da suculenta, á medida que a roseta vai crescendo. Se a sua echeveria sofreu de estiolamento por falta de luz, poderá necessitar de uma poda radical, de modo a restituir-lhe a sua aparência natural de roseta compacta.

raio de sol

Sedum makinoi

O Sedum makinoi é uma planta compacta e cresce como uma pequena bola sobre o vaso. É uma suculenta com folhas carnudas, arredondadas, planas e brilhantes que crescem sobre caules vermelhos finos e rastejantes.

A cor das folhas varia de verde claro a verde escuro a esmeralda, nos meses mais frios as cores intensificam-se. As flores surgem no Verão, são amarelas e têm formato de estrela.

Cuidados
Aprecia locais  ensolarados a parcialmente sombreados. A luz solar é importante para manter o aspecto denso e compacto da touceira.

Contrariamente à sua aparência frágil a Sedum makinoi sobrevive em ambientes agrestes, suporta a intensa exposição solar, frio e calor.

A falta de luminosidade pode levar ao estiolamento, os caules crescem finos e compridos, mas depois de uma poda na primavera, o Sedum makinoi cresce novamente de forma compacta.

Forneça um fertilizante líquido de abril a setembro. A adubação não deve ser exagerada, no seu habitat natural esta planta cresce em ambientes áridos e em solos pobres em nutrientes.

Sedum makinoi1

Rega
Não precisa de muita água, um pouco mais no verão devido ao calor. Regue apenas após o substrato se apresentar seco. Um bom método é colocar um prato por baixo do vaso da planta e deixar a planta absorver a água, depois do procedimento mantenha o pratinho seco.

Multiplicação
É fácil de propagar, basta que os caules da suculenta entrem em contato com o solo para começarem a emitirem raízes e darem inicio a uma nova planta.

O substrato indicado deve ser próprio para o cultivo de cactos e suculentas, com caraterísticas arenosas, bastante drenável, que seque rapidamente entre as regas.

tundra tornado

Usos paisagísticos
A planta oferece imensas possibilidades decorativas, desde planta pendente em modo isolado ou como complemento no acabamento de arranjos de suculentas.

É frequentemente utilizada como forração, devido a se espalhar facilmente na horizontal e formar densos tapetes verdes, com poucos centímetros de altura e com grande valor ornamental.

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kalanchoe_daigremontiana

A planta suculenta mãe-de-milhares é também conhecida popularmente como aranto, mãe de mil ou mãe de milhares talvez seja a de mais fácil cultivo, bem como a de mais rápida propagação.

A Kalanchoe daigremontiana faz jus ao seu apelido, produzindo milhares de mudas à velocidade da luz. Enquanto alguns consideram esta suculenta uma verdadeira praga, muitos a reverenciam por suas alegadas propriedades medicinais.

O gênero Kalanchoe, pertencente à família Crassulaceae, é originário de regiões tropicais do continente africano, sendo bastante comum na ilha de Madagascar.

Kalanchoe blossfeldiana

Diversas espécies são conhecidas por seu uso como plantas ornamentais. É o caso da Kalanchoe blossfeldiana, a popular flor-da-fortuna. Quando falamos em Kalanchoe, esta é a primeira planta que nos vem à mente.

Também é derivada desta espécie a variedade Calandiva, que apresenta flores com um número maior de pétalas.

Kalanchoe tomentosa

Outra suculenta bastante famosa, pertencente ao mesmo gênero do aranto, é a Kalanchoe tomentosa, conhecida por seu apelido carinhoso, suculenta orelha-de-gato.

Kalanchoe luciae

E, por falar em orelhas, temos a Kalanchoe luciae, que também atende pela alcunha de suculenta orelha-de-elefante.

O aranto ou mãe de milhares, por sua vez, pertence à espécie Kalanchoe daigremontiana. Trata-se de uma planta suculenta bastante comum nas coleções, devido à sua resistência e facilidade de cultivo.

No entanto, como se multiplica muito rapidamente, pode se tornar um problema, graças a este perfil invasivo. Com o tempo, pode ser difícil controlar sua propagação nos vasos, canteiros e jardins.

Como o próprio nome denuncia, a planta possui a capacidade de gerar novos brotos ao longo de todas as bordas de suas folhas. Estas plântulas se destacam com muita facilidade, gerando novos indivíduos ao caírem no solo.

Apesar deste inconveniente, é inegável o efeito ornamental e curioso das folhas bordadas por inúmeros brotinhos. Muito frequentemente, eles já começam a lançar raízes, ainda aderidos à planta mãe.

Kalanchoe delagoensis

Neste mesmo gênero da mãe-de-milhares, ainda existe outra espécie, Kalanchoe delagoensis, que também possui esta característica de produzir brotos nas bordas das folhas. Ela também é conhecida como mãe de mil ou mãe de milhares.

No entanto, suas folhas são muito mais estreitas e compridas, trata-se de uma espécie diferente, quanto à aparência. É chamada no exterior de chandelier plant, ou planta candelabro.

A suculenta mãe de milhares ou aranto é pouco exigente quanto às condições de cultivo. Ela é bastante resistente e multiplica-se com rapidez, em qualquer tipo de solo ou vaso. Evidentemente, as condições ideais são as mesmas aplicadas a todas as suculentas.

Um vaso com boa drenagem e um substrato arenoso, composto por terra vegetal e areia grossa em partes iguais, proporcionará um bom desenvolvimento à planta.

O vaso pode ser de plástico ou barro, lembrando que este último permitirá uma secagem mais rápida do substrato. Em ambos os casos, o ideal é evitar o pratinho sob o vaso, para que a água não fique acumulada.

As regas devem ser espaçadas, de modo que o substrato seque bem no intervalo entre as irrigações.  Uma forma de acabar com o resistente aranto é deixá-lo com as raízes encharcadas por muito tempo.

Kalanchoe daigremontiana

Quanto mais luminosidade a Kalanchoe daigremontiana receber, melhor será seu crescimento. Em ambientes internos, mais sombreados, pode ser até que os brotos nas bordas das folhas não apareçam. Além disso, o aranto tenderá a ficar mais estiolado nestas condições.

Não é necessário se preocupar muito com a adubação do aranto. De modo geral, qualquer formulação básica de manutenção, do tipo NPK, dará conta do recado. Alternativamente, adubos orgânicos podem ser aplicados ao substrato.

No entanto, é bom lembrarmos que a planta está acostumada a solos com poucos nutrientes, em seu habitat de origem.

A propagação da mãe de milhares é bastante óbvia. Ao contrário do que acontece com outras suculentas, que precisam de um berçário específico para que suas folhas produzam novos brotos, o aranto irá se multiplicar independentemente de qualquer cuidado que tenhamos, até mesmo contra a nossa vontade.

Sabe-se todas as partes das plantas pertencentes ao gênero Kalanchoe são ricas em glicosídeos cardíacos. Estas substâncias podem causar toxicidade em pequenos animais, se ingeridos acidentalmente.

As flores e botões florais são as estruturas que contém níveis mais elevados destes compostos tóxicos.

A espécie Kalanchoe daigremontiana, por exemplo, é rica em uma substância química chamada daigremontianin, que pertence a uma classe de ativos denominados bufadienolides.

Experimentos científicos realizados com camundongos provaram que este composto é tóxico. Trata-se de um glicosídeo que age no coração, causando um envenenamento cardíaco.

Há relatos de animais afetados por este composto tóxico, na África do Sul, onde o aranto ocorre em abundância, na natureza.

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As plantas que popularmente conhecemos como cactos são todas aquelas pertencentes à diversificada família botânica Cactaceae. São milhares de espécies diferentes, todas de natureza suculenta, adaptadas à vida em ambientes áridos.

Suas principais características são a ausência de folhas típicas e a presença de espinhos, modificações que permitiram a sobrevivência em situações de escassez de água.

Apresentam os mais exóticos formatos, sendo vistas como verdadeiras esculturas vivas. São plantas consideradas suculentas devido à grande capacidade de armazenar água em suas estruturas vegetais, além de apresentarem um metabolismo diferenciado.

O cacto orelha de Mickey é também conhecido como cacto orelha de coelho. Ele é parente das famosas palmas, conhecidas como opuntias, que ocorrem em abundância na região nordeste do país, frequentemente utilizadas como alimento para o gado.

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Muitas espécies de Opuntia também são utilizadas na culinária. Estes são os exemplos clássicos que nos vêm à mente quando pensamos em cactos. É interessante notar que as cactáceas fazem parte de uma família botânica que ocorre exclusivamente no continente americano.

Mas, ao contrário das palmas, este cacto com aparência de Mickey é uma planta de menor porte, não ultrapassando 60 cm de altura, sendo ideal para o cultivo doméstico. A espécie é originária do México, vegetando em ambientes de clima quente e seco, a pleno sol.

O aspecto fofo e felpudo deste cacto é enganoso. Na verdade, apesar de não possuir espinhos típicos, ele apresenta densos tufos (gloquídios) de finíssimas estruturas que lembram pelos, capazes de penetrar na pele.

Embora praticamente invisíveis, permanecem espetadas e causam certo incômodo por algum tempo. O simples manuseio do vaso, ainda que não toquemos nos espinhos, faz com que estes caiam sobre a pele, de modo que alguns acabam ficando espetados.

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Variedades do cacto orelha de Mickey
Apesar de perigosos, são exatamente estes gloquídios que conferem um charme extra ao cacto orelha de Mickey. Estes tufos podem ocorrer em diferentes cores, dependendo da variedade do cultivar.

O padrão de crescimento destes cultivares também apresenta alguma variabilidade. O cacto orelha de Mickey amarelo, por sua vez, tem uma tendência maior a estiolar, emitindo brotos finos e compridos, quando exposto a níveis de luminosidade abaixo do ideal.

Cuidados
O cacto orelha de Mickey desenvolve-se melhor quando cultivado sob sol pleno. No entanto, pode ser mantido dentro de casas e apartamentos, desde que próximo a uma janela bem ensolarada.

Em apartamentos, o ideal é que ela seja face norte. Varandas voltadas a leste ou oeste, que recebem o sol da manhã ou da tarde, também são boas opções. Janelas face sul, infelizmente, são expostas a menos luz e podem não ser ideais para o cultivo de cactos.

Quanto mais luminosidade a planta receber, melhor será seu crescimento e mais harmoniosa será sua aparência. Um sinal de que o cacto orelha de coelho está recebendo pouca luz é o afilamento dos novos segmentos.

As orelhinhas que nascem em locais muito sombreados tornam-se finas e compridas, estiolando em busca do sol.

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Neste caso, mesmo que a quantidade de luz seja corrigida, as estruturas estioladas não voltam ao normal. Os novos segmentos, no entanto, crescerão com a aparência correta.

É importante que o solo seja bem drenável, composto por uma mistura de areia e terra adubada, em partes iguais. Na dúvida, o ideal é comprar um substrato próprio para o cultivo de cactos e suculentas, que já possui a composição correta para evitar o acúmulo de água e fornecer nutrientes à planta.

Por estar acostumado a crescer em ambientes áridos e solos pobres em compostos orgânicos, o cacto orelha de Mickey não requer uma adubação muito complexa.

Adubos industrializados de manutenção, do tipo NPK 10-10-10, por exemplo, são suficientes para um bom desenvolvimento.

O quesito mais importante a ser observado, no cultivo de todos os cactos, é em relação à quantidade de água fornecida.

A rega precisa ser bem espaçada, principalmente no inverno. Independentemente da periodicidade, só devemos regar quando o substrato estiver extremamente seco. É muito fácil matarmos cactos afogados, por excesso na frequência das regas.

A multiplicação deste cacto é bastante rápida. Basta destacar uma orelhinha e plantá-la separadamente. Quanto maior e mais desenvolvido for o segmento, maiores serão as chances de que ele enraíze e vá para frente.

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O importante é não plantar a muda recém destacada imediatamente. Recomenda-se esperar alguns dias, para que o corte cicatrize, evitando-se assim o risco de contaminação. Salpicar canela em pó nas partes cortadas também ajuda a evitar infecções.

Também é importante realizar o procedimento nos meses mais quentes do ano, já que a orelha de Mickey entra em dormência no inverno.

É uma planta bastante resistente, de baixa manutenção e que se propaga com facilidade. Tomando-se as devidas precauções, trata-se de um excelente cacto de estimação.

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