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Posts para categoria ‘Árvores e Palmeiras’

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A tulipeira é uma árvore típica da África, pertencente à família das Bignoniaceae. Pode chegar até 24 m de altura se for cultivada de maneira correta, sendo que existem exemplares que chegarem até os 30 m.

Dependendo da região aonde ela vai ser cultivada, pode apresentar outros nomes populares como árvore-de-tulipas, espatódea, árvore-de-bisnagas, bisnagueira e tulipeira-africana.

É uma árvore ornamental, um ciclo de vida perene e lindas flores. Diferente da maioria das árvores grandes, essa crescerá muito rápido e por isso alcança a sua altura máxima tão rápido. O tronco é bem grosso, podendo ter até 50 cm de diâmetro, todo em uma madeira bem clara e mole. As folhas da tulipeira são grandes e com muitos folíolos.

As flores apresentam-se nas cores vermelho-alaranjado e amarelo e algumas ainda surgem inflorescências, mas depende muito da variedade da planta. A primeira floração da tulipeira vai demorar ainda 3 a 4 anos para acontecer, mas em compensação ela será bem numerosa o que garante que a duração seja maior também. Já os frutos são bem parecidos com vagens e possuem muitas sementes.

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É uma planta extremamente rústica e como ela cresce muito rápido, é indicado que seja cultivada apenas em locais mais aberto e com solo próprio para sustento de uma árvore de porte médio e que cresça rapidamente.

Podem ser cultivadas, jardins públicos, etc. Deve ser evitado o plantio em calçadas ou em terrenos superficiais, principalmente se tiver fiação ou encanamento por perto, pois as raízes dessa árvore com certeza vai destruir tudo.

Cultivo da Tulipeira
Cuidados devem ser tomados apenas com os locais abertos, pois essa planta atrai muita abelha e dependendo do ambiente onde ela é cultivada, pode gerar pequenos acidentes com esses insetos. Locais de muita transição de crianças e animais também deve ser evitado, porque ela possui alcaloides tóxicos.

A tulipeira deve ser cultivada em solo fértil, bem drenado e muito rico em matéria orgânica. A árvore pode ficar sob o sol pleno tranquilamente que ela se desenvolve bem. Como ela é uma árvore típica de clima tropical, ela não se dará bem se a região for muito fria. Os climas mais indicados para o cultivo da árvore são Equatoriais, Subtropicais e Tropicais.

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Multiplicação
Multiplica-se por sementes e estacas que germinam com facilidade. Usar terra comum de canteiro em caixotes ou direto em sacos de cultivo. Devido à sua grande capacidade reprodutiva, a tulipeira pode tornar-se invasiva em determinadas situações.

Materiais descartáveis, como caixas de leite longa vida também são excelentes para sementeiras de árvores, corte dois cantos no fundo da caixa para a saída das águas de regas

Para fazer mudas de espatódea pode ser usada a técnica de estacas de ramos, feita com enraizadores, após o inverno ou na estação das chuvas.

Retirar estacas de ponteiro, limpar as folhas de base e plantar em recipientes com substrato feito de casca de arroz carbonizada, areia ou vermiculita, mantendo a umidade e em cultivo protegido.

Após algum tempo notará que as gemas estão começando a se desenvolver, sinal que já houve a emissão de raízes.

Transplantar então para recipientes com substrato semelhante ao que recomendo para plantio, regando bem e mantendo ainda sob cultivo protegido.

Passo a passo bem rápido para possam fazer isso sem receio.
Passo 1: Cave um buraco na medida de uma mão fechada para colocar o seu torrão ou então as sementes.

Passo 2: Antes de recolocar a terra, faça uma mistura com adubo de animal de curral. 1 quilo desse adubo com composto orgânico é mais que necessário para planta uma árvore de tulipeira.

Passo 3: Ainda nessa mesma mistura, você deve acrescentar 200 gramas de adubo granulado do tipo NPK com a formulação de 10 para 10 para 10 e acrescentar ainda 100 gramas de farinhas de ossos.

Passo 4: Misture tudo muito bem e coloque parte no fundo da cova (antes de botar o torrão) e parte por cima do torrão, sempre fixando bem a terra para ela não ficar tão fofa e dificultar a germinação da sua árvore.

Passo 5: Regue bem.

Pronto, agora é só acompanhar o crescimento da sua tulipeira. Se você for plantar a sua árvore em uma época onde o clima está mais quente, antes de você colocar o torrão na cova, jogue um balde de água no fundo do buraco para que o substrato agregue bem ao torrão quando ele for colocado na terra. Caso não chova nos primeiros dias de plantação, regue a sua  muda de tulipeira.

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Toxicologia
Como foi dito mais acima, a tulipeira apresenta alcaloides tóxicos, o que pode se tornar um grande problema para quem cultiva essa árvore. Por ser uma planta naturalmente bonita, ela vai chamar muito a atenção em qualquer lugar que possa ser cultivada e levando isso em consideração, a popularidade da planta acaba aumento.

Levar a tulipeira para ser cultivada em um ambiente aberto e com muita circulação de pessoas, pode ser arriscado acontecer pequenos acidentes de intoxicação feita através das folhas e flores da planta.

Caso qualquer parte da planta seja ingerida, havendo ou não sintomas de intoxicação, o mais indicado é que o doente seja levado imediatamente a um pronto socorro mais próximo para que seja feito o atendimento preventivo.

O ideal é que também seja levado uma amostra da planta ingerida para que os médicos possam analisar e saber qual medicação é a mais indicada para esse caso e também testar a quantidade da planta que foi ingerida.

Pragas
A umidade excessiva é um grande problema enfrentado pela tulipeira. Isso vai fazer com que apareça nas folhas e no caule, um fungo que deixará a planta com aparência de velha e murcha.

A identificação e bem simples, bastando observar a coloração da planta. Caso apareçam manchas na coloração amarronzada, as regas deverão ser suspensas, pois com certeza essa rega está sendo feita com uma frequência maior do que deveria.

O ideal é retirar as partes apodrecidas para não originar outros fungos no restante da planta sadia e sempre verificar se a adubação da tulipeira está devidamente em ordens.

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Todas as árvores que possuem importância estética são consideradas árvores ornamentais além de terem um valor funcional. Isso significa que com a presença delas um ambiente pode ficar mais bonito. Elas são usadas não só em jardins, mas principalmente, em áreas públicas, como parques, ruas, clubes, etc.

Existe mais de uma diferença entre uma árvore ornamental e as demais, são elas: o tamanho, o tipo de tronco, o formato das copas e a cor das folhas, entre outras características. Além disso, elas desempenham um papel de oferecer sombra nos lugares públicos ao mesmo tempo em que os decoram.

Uma árvore ornamental pode ser comprada já grande ou também pode ser cultivada a partir de uma semente, neste segundo caso, do cultivo até chegar a ficar grande será variável de acordo com a espécie.

Na hora de escolher uma árvore ornamental para o seu jardim dois fatores principais devem ser levados em consideração: o espaço que estará disponível para ela e o tipo de clima da região onde você mora.

Quando se compra uma árvore jovem ela poderá ser plantada com a “raiz nua” e isso poderá ser feito tanto em um vaso como com um torrão. As espécies consideradas jovens têm as medidas variando entre 8 a 10 cm ou entre 18 a 20 cm.

Ao adquirirem uma árvore ornamental jovem observem como está a estrutura da mesma, se tiver boa significa que ela crescerá sem problemas, ao contrário, é melhor não comprá-la. Porém, não é uma identificação fácil de ser feita por quem não entende de jardinagem.

Quando a árvore está “normal” o torrão tem que está bem guardado com uma rede. E na hora movê-la é necessário muito cuidado. Por isso, não é indicado comprar uma árvore já grande, é melhor tê-la jovem, que é mais fácil de manuseá-la do que arriscar de perder uma “madura” na hora de fazer o plantio.

Quando se adquire uma árvore ornamental jovem é de extrema importância consultar qual o tamanho que ela irá atingir para que seja reservado a mesma um espaço ideal. Outro fator que nos faz precisar dessa informação é que o tamanho indica a densidade de outras espécies que deverão ser plantadas próximas a ela.

Se você está querendo adquirir uma árvore pensando na sombra que ela fará depois de grande, saiba que as folhas são determinantes e podem ser perene ou caduca. Algumas delas poderão ter a vida mais longa que a nossa. Podemos citar dos exemplos mais comuns: os ciprestes e os pinheiros.

Principais características de algumas árvores ornamentais

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1- Albizia (Albizia julibrissin): é muito cheirosa e tem um cresce rápido. As suas flores são um show a parte, com textura macia e com pequenos pelos brancos e róseas fazendo a forma de um pompom. Pertence à família Fabaceae e ocorre na Ásia, África, América e Austrália.

Koelreuteria Paniculata
2- Coreutéria (Koelreuteria paniculata) : é uma árvore ornamental considera de pequeno podendo chegar a médio porte, uma vez que altura máxima pode ficar entre 6 a 17 m. Sua origem é do Japão, Coreia e China. Pertence à família Sapindaceae.

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3- Salgueiro-chorão: na verdade esse tipo de árvore definido como ornamental é um resultado de hibridização do cultivo de Salix babylonica. É uma árvore nativa do norte da China, mas cultivado há milênios em vários locais da Ásia, tendo sido disperso pelo homem ao longo da rota da seda até à Babilônia, daí o seu nome científico.

Canafístula
4- Canafístula (Peltophorum dubium): as suas flores fazem bonito na decoração e na América do Sul é muito usada nas ruas e praças das cidades. Ela é de porte grande chegando a 40 m de altura como máximo e como mínimo 15 m. Pertence à família Fabaceae.

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5- Mulungu-do-litoral (Erythrina speciosa): é uma árvore ornamental considera uma das mais bonitas, as suas flores parecem tomar forma de um candelabro e são nas cores vermelho-vivo. Pertence à família Fabaceae e originária da América do Sul – Brasil.

Mimosa flocculosa

6- Bracatinga-rósea (Mimosa flocculosa): arvoreta ramificada de folhas verde-prateadas, nativa do Brasil, fazem parte da família Fabaceae.

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7- Amendoeira-da-índia (Terminalia catappa): além de ser uma árvore ornamental tem poderes medicinais e também entra nos alimentares. Pertence à família Combretaceae e sua origem é asiática.

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8- Pitangueira (Eugenia uniflora): além de ser ornamental dá o fruto conhecido como pitanga, que são perfumados e doces. Pertence à família Myrtaceae e origem da América do Sul – Argentina, Brasil e Uruguai.

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9- Pinheiro-de-buda (Podocarpus macrophyllus): pode chegar até 20 m de altura, tem as folhas perene e é ereta, uma árvore muito apreciada por quem faz paisagismo. Pertence à família Podocarpaceae e originário da Ásia – China e Japão.

Cupressus lusitanica
10- Cedrinho (Cupressus lusitanica): é uma árvore ornamental que se apresenta na forma de copa piramidal e também é muito usada para enfeitar praças e ruas. Ela deve ser podada para ter ares de arbusto. Pertence à família Cupressaceae e originário da América Central, América do Norte e México.

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11- Grevílea (Grevillea banksii): diferente da grande maioria das árvores ornamentais essa é perfeita para pequenos jardins pelo porte, que fica entre 4 a 6 m de altura. As suas folhas são afiladas e como se fossem recortadas na cor verde acinzentado e com umas manchinhas brancas na parte de trás. Pertence à família Proteaceae e originária da Austrália.

Magnólia
12- Magnólia (Magnolia liliflora) : é uma árvore ornamental muito popular e que faz um efeito visual como poucas, graças as suas enormes flores, que resistem até mesmo o inverno, mesmo quando as folhas já caíram. Pertence à família Magnoliaceae, originária da Ásia – China e Japão.

Bem, já perceberam que pela imponência e utilidade, as árvores ornamentais são obrigatórias em qualquer paisagismo. Elas são um atestado de maturidade de um jardim e atuam como vegetação estrutural.

Mas lembrem-se, elas devem também ser escolhidas com muito cuidado, levando em conta a longa permanência no local e com paisagem em torno; o tamanho das suas copas, a caducidade de suas folhas, o tipo e desenvolvimento de suas raízes, a coloração das suas folhas e troncos e flores, as culturas e lembranças de épocas e locais, com uma história de vida ou com um compromisso com a natureza.

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Ficus lyrata

O Ficus é uma árvore tropical da família Moraceae e sua origem é do sudeste asiático e pode chegar a 12 m de altura. Existem centenas de variedades de Ficus. Algumas são mais apropriadas para a cultura do bonsai, como F. benjamina, F. retusa, F. microcarpa, F. nerifolia ou F. carica.

É uma árvore muito popular, utilizada principalmente na decoração de ambientes internos.

Adapta-se muito bem às condições climáticas, igualmente tropicais, do Brasil e aceita passar algum (pouco) tempo no interior (sempre perto de uma janela).

O Ficus aceita muitos erros dos principiantes, por ser uma árvore forte e com fácil brotação. Também se desenvolve bem rápido.

Plantada em vasos, também pode ser conduzida como arvoreta ou arbusto. Seu caule flexível permite que se realize trançamentos quando jovem, o que lhe dá um charme todo especial.

Além disso, é muito visada em trabalhos de topiaria, adquirindo belas formas arredondadas e compactas. Suas características a tornam bastante apropriada também para a arte do bonsai.

Ficus bonsai
A única dificuldade que apresenta, é quanto ao frio extremo, por isso, em invernos rigorosos (abaixo de 12º), pode-se recolhê-lo ao interior, mas procurar manter uma umidade elevada (borrifar) e boa luminosidade (próximo a uma janela).

Infelizmente, devido a sua popularidade, o ficus vem sendo implantado em locais impróprios, como em calçadas, ruas e próximo a muros e construções.

Com o desenvolvimento da árvore, as raízes agressivas acabam provocando grandes danos às estruturas e tubulações subterrâneas, de forma que já é proibido o seu plantio em diversas cidades. Todo cuidado é pouco ao podar o ficus, sua seiva leitosa é tóxica e pode provocar irritações e alergias na pele.

Seu cultivo deve ser a pleno sol ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente.

É uma planta bastante rústica, mas quando plantado em vasos, em interiores (residências, escritórios), não aprecia mudanças de lugar, correntes de ar frio, encharcamentos e ar-condicionado.

Quando estressado por estes fatores é comum que suas folhas amarelem e caiam, mas pode rebrotar com vigor depois de resolvido o problema.

Quando envasado deve ser adubado mensalmente na primavera e verão (muito pouco ou nada no inverno), e transplantado para um vaso maior uma vez ao ano.

Sua multiplicação é feita por estacas lenhosas e sementes.

Rega
* Deixe secar a terra entre duas regas. O ficus suporta um solo um pouco seco, sobretudo no inverno (regiões frias). Mas não exagere. No verão, pode-se regar com mais frequência;

* O ficus exige uma grande umidade atmosférica. Se colocá-lo no interior da casa, procure manter uma higrometria elevada.

Poda
* A poda de manutenção pode ser feita durante todo o ano. Pode um galho após este emitir 7 a 8 folhas, deixando três;

* Faça a poda de estrutura (mais drástica) durante o período de menor crescimento (inverno);

* Pode-se podar as folhas de duas maneiras: Desfolha no início da primavera (outubro e novembro), exceto com o F. benjamina. No geral, é melhor podar apenas as folhas maiores, buscando uma melhor proporção foliar.

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Seiva do Ficus
Durante a poda, o Ficus libera o látex, uma seiva branca e pegajosa. O “sangramento” acaba após alguns instantes.

Aramação
Não existe um período obrigatório para a aramação. Retire o arame após 5 semanas, mas não deixe de verificar constantemente se não está se incrustando no tronco. O crescimento do Ficus é muito rápido. Cuidado.

Se o seu Ficus produz folhas muito grandes, é porque o adubo utilizado contém muito nitrogênio. Neste caso, deixe de adubar algum tempo e depois recomece com um adubo mais equilibrado. Recomenda-se adubar com NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio) na proporção 10-10-10. Não deixe de, uma vez ao ano, repor micronutrientes no solo.

Multiplicação
O Ficus é uma das plantas mais fáceis de multiplicar por estaquia. Basta cortar um ramo e plantar em substrato drenante com ou sem hormônios enraizantes.

Curiosidades
O Ficus tem como característica emitir raízes abundantes, inclusive aéreas. Use essa característica para cultivar bonsai em estilos interessantes, como raiz exposta e raiz sobre pedra.
Por causa do crescimento vigoroso das raízes, não é indicada para calçadas.

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Planta da família Fagaceae e originária da Europa. Trata-se de uma árvore de porte grande, cerca de, 20 a 30 m de altura e de grande valor ornamental.

Sua copa é arredondada e o tronco liso quando a planta é jovem, à medida que vai envelhecendo torna-se fendido na superfície. As folhas são lanceoladas, com bordos denteados e veias salientes.

As flores diferem-se em masculinas e femininas. As masculinas são amareladas ou brancas e assemelham-se a pequenos rabos de gato. As femininas são menos numerosas e protegidas por espinhos.

Os frutos são na verdade as castanhas e se apresentam em número de um a três, guardadas por um invólucro espinhoso, conhecido por ouriço. São muito saborosos e apreciados em diversos pratos, cozidos, assados ou crus. A floração e a frutificação ocorrem no outono.

Devido ao grande porte, a castanha-portuguesa presta-se para áreas também grandes, como parques e jardins extensos. Para a produção de castanhas, é necessário o plantio de mais de uma árvore, pois não realiza a autopolinização.

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Sua madeira é muito resistente e rica em tanino, e é utilizada na indústria de móveis, couros, tonéis e na construção civil. O florescimento exuberante da castanheira atrai abelhas.

Seu cultivo deve ser sob sol pleno, em solos arenosos e profundos. É tolerante a solos ácidos e a seca, quando bem estabelecida.

Sendo uma árvore de clima mediterrâneo, adapta-se a uma ampla faixa climática, de temperados a tropicais. Sua multiplicação é feita por sementes plantadas logo após a colheita.

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