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Posts para categoria ‘Cercas Vivas e Arbustos’

Lespedeza thunbergii (Small)

A lespedeza é uma espécie de planta arbustiva da família Fabaceae, nativa da Ásia – China e Japão.

A planta pode ser decídua ou perenifólia, dependendo do clima onde esteja sendo conduzida. Em locais de clima temperado, onde o frio invernal é intenso, ela perde suas folhas na estação, voltando a brotar das raízes na primavera.

Em alguns casos a planta pode vir a morrer, e será necessário fazer um novo plantio. Já em clima subtropical, ela é perene, e apenas reduz seu crescimento vegetativo no inverno. De rápido crescimento, atinge cerca de 2 m de altura, com diâmetro de 3 m.

Lespedeza thunbergii_1

Seus ramos são longos e arqueados, dando ao conjunto com um aspecto de cascata. As folhas são trifoliadas e alternas, arranjadas de forma espiralada sobre os ramos, com folíolos verde-azulados, elípticos a lanceolados.

Sua floração desponta no fim do verão e início do outono, salpicando os ramos de numerosas flores cor-de-rosa escuro. As inflorescências são panículas de rácemos, com flores semelhantes às de ervilhas.

Lespedeza Edo ShiboriEdo Shibori

Lespedeza White FountainWhite Fountain

Lespedeza  Gibraltar Gibraltar

Dentre as cultivares podemos citar a ‘Edo Shibori’, de flores bicolores, a ‘White Fountain’, de flores brancas, e ‘Gibraltar’, de flores cor-de-rosa. As flores produzem abundante néctar e são bastante atrativas para abelhas e borboletas. O fruto é do tipo legumes, com sementes pretas.

No jardim, a lespedeza é ideal para ser utilizada isolada ou em renques, de forma que seu formato de cascata seja valorizado. Assim, ela se torna um grande destaque quando plantada isolada em gramados bem cuidados, coroando muros ou pérgolas, ou em composição com outras espécies, principalmente em jardins de estilo inglês ou cottage.

A textura fina da folhagem, a forma incomum e as flores em profusão, que surgem depois que a maioria das espécies já floresceu, tornam essa espécie bastante interessante no paisagismo. Ela também é apropriada para coroar muros e taludes, assim como para embelezar canteiros centrais de avenidas.

lespedeza

Devido ao porte, é apropriada para amplos espaços. Exige pouca manutenção, que se resume a podas drásticas no final do inverno e adubação no período de crescimento e floração.

Seu cultivo deve ser sob sol pleno ou meia sombra, em solos férteis, bem drenáveis, enriquecidos com matéria orgânica e regadas regularmente no primeiro ano de implantação.

Após bem estabelecida, torna-se resistente a curtos períodos de estiagem. Tolera o frio e geadas leves. Resistente a pragas e doenças. |

Sua multiplicação é feita por sementes, estaquia, mergulhia e e por separação das mudas naturalmente formadas entorno da planta mãe, devido aos ramos que tocam no solo e enraízam.

janela-brisa

Tetradenia riparia

A Tetradenia riparia Codd é um arbusto da família Lamiaceae. É de origem africana e conhecida popularmente, no Brasil, como mirra ou pau-de-incenso. A floração somente acontece em regiões de clima subtropical ou temperado

É cultivada em diversas partes do mundo, por suas qualidades como ornamental e medicinal.

A ramagem cresce de forma irregular, com ramos finos, lisos e de cor marrom. Suas folhas são espessas, ovaladas a cordiformes, pubescentes, de cor verde-clara, com margens denteadas e bastante aromáticas.

As inflorescências surgem no inverno, em densas espigas terminais, com flores pequenas, geralmente brancas, mas que podem adquirir tons de rosa ou lilás.

As plantas masculinas, produzem inflorescências mais soltas, de aspecto delicado, enquanto que as femininas, formas bem compactas, para diferentes efeitos paisagísticos. As flores são perfumadas e atraem insetos polinizadores.

Tetradenia riparia Codd

O efeito da pluma-de-névoa florida é bastante chamativo e muitas vezes se destaca ainda mais pelo fato de que poucas plantas estarão floridas na mesma época que ela. Assim, ela facilmente se torna o foco das atenções no jardim, sem concorrência.

Aproveite esta característica, e plante-a isolada, em áreas de interesse, ou crie maciços ou renques com esta espécie. Seu uso em jardins rochosos ou do tipo xeriscape (jardim de pouca necessidade hídrica) pode ser muito relevante, ao quebrar a monotonia e oferecer uma variação estacional ao jardim. Aproveite-a também em jardins de ervas aromáticas e medicinais.

Seu cultivo deve ser feito sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano de implantação.

Não tolera solos encharcados, aos quais é muito sensível. Prefere assim, solos mais secos, principalmente no inverno, aos quais responde com intensas florações.

Tetradenia riparia Codd _123 (Medium)

Locais com inverno ao mesmo tempo frio e chuvoso não são muito adequados ao seu plantio, da mesma forma que não floresce em áreas permanentemente quentes. Precisa de estações marcadas para florescer.

De pouca manutenção, é aconselhável fertilizá-la no período anterior à floração, além de realizar podas de formação e renovação da folhagem, após o florescimento.

Aproveite a ocasião para fazer estaquia dos ramos, que enraizam com facilidade. Cresce rapidamente e pode florescer já no primeiro ano de implantação.

entardecer

viburnum_opulus

A rosa-de-gueldres é um arbusto florífero, da família Adoxaceae e nativo da Europa e Ásia. É cultivado como ornamental em países de clima subtropical a temperado. Sua ramagem é lenhosa, ramificando-se desde à base, mas com uma textura aberta.

As folhas são opostas, trilobadas, com a base redonda, margens serrilhadas e nervuras bem marcadas, que deixam a superfície da folha rugosa. No outono as folhas adquirem belos tons bronzeados, antes de caírem, no inverno.

Floresce do fim da primavera ao verão, despontando inflorescências do tipo corimbo, com numerosas flores hermafroditas, de cor branca a levemente rosadas e delicadamente perfumadas. As inflorescências tem um formato de guarda-chuva, com a superfície um tanto plana, e as flores das bordas costumam ser maiores que as do centro.

Viburnum_opulus_Sterilis

Há outras cultivares também, sendo que uma de flores dobradas, com belas inflorescências cheias e globosas, conhecida como ‘Sterile’ e popularmente como “bola-de-neve”, é a mais popular.

frutos

Os frutos formados são drupas esféricas e vermelhas, de sabor ácido. Eles são comestíveis em pequenas quantidades, ornamentais e bastante atrativos para os passarinhos.

No jardim, a rosa-de-gueldres pode ser utilizada isolada, em renques, grupos ou em conjunto com outras plantas, sempre respeitando seu aspecto informal e livre. Ela forma um excelente pano de fundo para espécies mais baixas e flores de cores vivas.

É uma planta interessante também para ser conduzida como trepadeira, com amarrios e condução.

A variação sazonal deste arbusto o torna interessante e diferente em todas as estações, onde o clima for bem marcado, de subtropical a temperado. Também pode ser plantado em vasos e se presta à arte do bonsai.

Viburnum_opulus_

Seu cultivo deve ser sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, preferencialmente ácido, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Tolera o frio, assim como geadas leves.

Após a floração é aconselhável remover os ramos mais fracos e velhos, desde a base, para arejar a planta e estimular novas brotações. Fertilize com esterco curtido de curral durante a primavera e verão.

Sua multiplicação é feita por estaquia dos ramos semi lenhosos e lenhosos, postos a enraizar na primavera.

passarinho

rosa-do-deserto

As rosas-do-deserto (Adenium obesum) formam sementes através da polinização das flores. A polinização pode ser realizada com flores de uma mesma planta – a autopolinização, ou de plantas diferentes – a polinização cruzada.

Em alguns casos de autopolinização podem ocorrer a formação de plantas albinas. Estas não sobrevivem. Observe que as sementes dessa espécie se desenvolvem em frutos do tipo vagem.

Quanto mais frescas forem as sementes, tanto maior seu poder germinativo. Assim, espere o fruto abrir naturalmente para coletar as sementes maduras e plante logo em seguida.

Para germinarem, as sementes precisam de calor, umidade e oxigênio, este é o triangulo da germinação. Desta forma, a hidratação é o primeiro passo para uma boa germinação. Antes do plantio, coloque as sementes de molho em água não clorada, por um período de 2 a 3 horas.

Como substrato para a germinação, uso 60% de composto orgânico para 40% de carvão moído. Você pode substituir o composto orgânico por húmus, e o carvão moído por areia grossa. Neste último caso, seu substrato ficará mais pesado. Para um bom aporte inicial de fósforo, nutriente essencial às plantas, adicione ao substrato farinha de ossos ou superfosfato simples.

fruto com as sementesFruto da Rosa-do-deserto

Caso não queira preparar seu próprio substrato, poderá usar substratos prontos para germinação de sementes de hortaliças. Você pode encontrá-los no comércio, em lojas de insumos agrícolas, e eles já vem pronto para uso. Use como recipiente, copinhos de café descartáveis (tamanho capuccino) às sementeiras.

Preencha os copinhos com o substrato, colocando apenas uma semente em cada um e cubra com uma camada de 5 mm do próprio substrato. Depois, faça uma boa irrigação e coloque os copinhos em uma estufa hermeticamente fechada, que pode ser um pote de cozinha transparente, tipo “tupperware”, ou outra forma que sua criatividade mandar, como um saco plástico ou refratário coberto com filme plástico culinário.

É importante que fique hermeticamente fechado, pois isso irá garantir a umidade do substrato durante toda a germinação.

Decorridos entre 3 a 5 dias, as sementes, se forem de uma boa procedência, germinarão. Após a germinação, a tampa ou o filme plástico deverão ser retirados. Logo após germinarem, as mudinhas devem ser colocadas para tomarem o sol da manhã, durante pelo menos umas 2 horas.

mudinha

Esse tempo vai aumentando gradativamente, até ficarem a manhã toda no sol, voltando então para a sombra. Assim que estiverem com 2 pares de folhas, continue aumentando o tempo de exposição solar até que fiquem sob pleno sol.

A irrigação das mudinhas, também tem que ser criteriosa. Inicialmente, molhe para manter o substrato sempre úmido. A medida que as mudinhas forem crescendo, vá diminuindo gradativamente a irrigação, para uma vez ao dia, uma vez a cada dois dias, e assim sucessivamente, até o ponto de irrigá-las só quando o substrato secar.

Quando as mudinhas estiverem com 3 pares de folhas definitivas e desenvolvidas, é a hora do transplante. O transplante poderá ser feito com o torrão. Neste caso, será apenas transplantá-las e continuar com os tratos culturais normais para as adeniuns. A vantagem dos copinhos individuais está aqui, com a formação de torrões, não é necessário estressar as raízes, como seria se fossem de sementeira.

Mas, você também pode transplantar as mudas com as raízes nuas. Neste caso, poderá ser feita uma poda, eliminando a ponta da raíz pivotante. Isto vai estimular a emissão de raízes laterais, dando no futuro um formado diferenciado no caudex da futura planta. Ou poderá não fazer nada, apenas replanta-la.

adenium obesum (Small)

Em qualquer um dos casos, esta planta, podada ou não, mas transplantada com as raízes nuas, deverá ficar uns dias na sombra, para readaptação. Após este processo, coloque-a gradativamente ao pleno sol.

No transplante, em qualquer uma das maneiras, poderá também ser feita uma poda do broto apical, eliminando assim as folhinhas da ponta. Isto vai estimular a emissão de novas brotações laterais, dando a copa um formato arredondado. Caso isto não seja feito, a planta poderá crescer num único ramo.

Finalmente, uma planta originada de semente, que não foi podada e teve bom desenvolvimento, deverá florir com cerca de oito meses. Se sofrer podas de formação, ela levará mais tempo, o que pode ser muito vantajoso, pois terá um formato mais bonito e sua floração será mais intensa.

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