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Echinopsis chamaecereus5

O cacto amendoim é uma espécie conhecida por seu pequeno porte e pela natureza pouco agressiva de seus espinhos, que são macios ao toque. Por esta razão, este é um cacto ideal para quem tem crianças ou animais de estimação em casa.

Na natureza, o Echinopsis chamaecereus está habituado às condições áridas de regiões montanhosas, sobrevivendo às geadas, por estar adaptado ao clima frio das áreas próximas aos Andes argentinos.

Neste sentido, o cacto amendoim é pouco exigente quanto à qualidade do solo, que costuma ser pobre em matéria orgânica, em seu habitat original.

Estas informações são importantes para que possamos estabelecer as melhores condições para cuidarmos bem do cacto amendoim. O primeiro passo consiste em montar um vaso com um bom sistema de drenagem.

Ele pode ser de barro ou de plástico, mas é essencial que tenha furos no fundo. O uso de cachepots sem furos ou de pratinho sob o vaso deve ser evitado, para que a umidade excessiva não mate o cacto amendoim afogado.

Neste sentido, as regas do Echinopsis chamaecereus devem ser bem espaçadas, realizadas apenas quando o substrato estiver bem seco.

É importante lembrar de reduzir ainda mais as irrigações durante o inverno, quando a evaporação diminui, juntamente com o metabolismo do cacto amendoim, de modo que as chances de o substrato permanecer úmido por longos períodos aumentam.

Independentemente do material, o vaso precisa ter uma camada de pedrisco, cacos de telha, brita ou argila expandida, no fundo. Por cima, pode ser posicionada uma manta geotêxtil, de modo a segurar o substrato e impedir que ele escoe com a água das regas.

Para quem não quiser comprar este material, uma boa alternativa são os filtros usados de café, que podem ser reaproveitados e reciclados, nesta nova função.

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O substrato é aquele tipicamente utilizado no cultivo de suculentas, em geral. O material deve mimetizar o solo arenoso, típico das condições áridas encontradas pelo cacto amendoim em seu habitat de origem.

Existem substratos próprios para cactos e suculentas, à venda em lojas especializadas e garden centers. Alternativamente, pode-se comprar uma terra preparada para o uso na jardinagem amadora e misturá-la com areia grossa, em partes iguais.

O importante é que o solo fique bem aerado e drenável. Como já mencionamos, não há a necessidade de adicionar material orgânico à mistura, uma vez que o Echinopsis chamaecereus vive em solos pobres em nutrientes, na natureza.

Por este motivo, a adubação deve ser bem básica e espaçada, apenas como manutenção. Caso o objetivo seja fazer o cacto amendoim florescer, no entanto, uma adubação mais rica em fósforo, própria para estimular a floração, pode ser aplicada.

Neste contexto, outro fator bastante importante para que o cacto amendoim floresça é a luminosidade. Dentro de casas e apartamentos, dificilmente obteremos condições favoráveis à floração do Echinopsis chamaecereus.

O ideal é que ele seja cultivado em áreas externas, sob sol pleno. Quanto mais luz solar direta o cacto amendoim puder receber, maiores as chances de que sua floração ocorra. Tipicamente, as flores do cacto amendoim surgem nos meses mais quentes do ano, entre a primavera e verão.

O destaque fica por conta do tamanho avantajado das flores, em comparação com a parte vegetativa do cacto amendoim. Embora a coloração mais comumente encontrada seja a laranja ou avermelhada, existem belíssimas variedades com flores amarelas.

No entanto, para aqueles que desejam apenas apreciar o belo aspecto vegetativo do cacto amendoim, qualquer local bem iluminado, ainda que dentro de casas e apartamentos, é suficiente para seu cultivo bem-sucedido.

Basta que o vaso contendo o Echinopsis chamaecereus seja posicionado bem próximo a uma janela ensolarada. Jardineiras externas e varandas também são excelentes locais para o cultivo do cacto amendoim.

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Muito embora o Echinopsis chamaecereus possa ser multiplicado a partir de sementes, o processo mais rápido e tranquilo de propagação é através dos artículos que se destacam muito facilmente do cacto amendoim.

Neste sentido, o replante deve ser feito com cuidado, para que a planta não se desmonte toda. Qualquer ramo destacado da planta mãe pode ser plantado separadamente. Seu enraizamento ocorre com rapidez, de modo que novas mudas podem ser obtidas, tranquilamente.

É melhor que este procedimento seja realizado durante os meses mais quentes do ano, uma vez que o cacto amendoim passa por um breve período de dormência, durante o inverno.

Devido à natureza intrincada e cheia de novos brotos do cacto amendoim, é comum que cochonilhas e outras pragas fiquem escondidas nos interstícios, causando sérios danos à saúde da planta. Uma forma eficaz de se prevenir este problema é cultivando o Echinopsis chamaecereus em um ambiente bem ventilado, mas sem ventos excessivos.

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Outro cuidado importante é a inspeção periódica do cacto amendoim. Ao menor sinal de infestação, deve-se retirar as pragas com a ponta de um palito de madeira.

Por apresentar um porte compacto, requerer pouca manutenção, além de ser versátil, podendo ser cultivado tanto em áreas internas como externas, o cacto amendoim é uma escolha ideal para quem quer montar uma coleção de cactos e suculentas, mas não quer ter muito trabalho ou não dispõe de muito espaço.

Como se não bastasse, ele ainda se propaga facilmente, sendo perfeito para presentear parentes e amigos.

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Senecio crassissimus8

Esta é uma planta suculenta que apresenta um design minimalista, com linhas aerodinâmicas raramente encontradas na natureza. Embora ter uma aparência discreta, o Senecio crassissimus pode atingir um tamanho considerável, principalmente em altura.

Seu caule se desenvolve predominantemente na vertical, que é o mesmo posicionamento adotado por suas folhas suculentas. Embora seja uma planta que aprecia bastante luminosidade, sendo ideal para jardins de inspiração desértica, ainda assim é possível cultivar o Senecio crassissimus dentro de casas e apartamentos, desde que alguns cuidados sejam tomados.

Por incrível que pareça, o gênero botânico Senecio pertence à família Asteraceae, a mesma da prosaica margarida.

É comum nos depararmos com várias suculentas muito parecidas entre si. Isso acontece, frequentemente. Quando se trata do Senecio crassissimus, no entanto, este problema não acontece. Seu porte ereto, com as folhas em forma de remos, apontados para o alto, tornam esta planta suculenta única e inconfundível.

Outro aspecto extremamente ornamental do Senecio crassissimus é o contraste de suas folhas foscas, em um tom verde acinzentado, com as margens em um tom vívido de púrpura. O caule desta suculenta também apresenta nuances de roxo, quando a planta é cultivada sob elevados níveis de luminosidade.

A aparência empoeirada das folhas é devida à presença de uma substância cerosa, denominada pruína, que recobre a superfície como um fino acabamento de pó translúcido. Quando passamos o dedo sobre as folhas, acabamos retirando esta cobertura, deixando um rastro com nossas digitais.

Como a planta não é capaz de repor este acabamento de pruína, sua aparência fica prejudicada, devido ao constante manuseio de suas folhas.

Senecio_crassissimus

A suculenta Senecio crassissimus apenas revela seu parentesco com outros membros da família Asteraceae quando floresce. Neste momento, pequenas e delicadas margaridas amarelas são produzidas, nos topos de longas hastes florais, que surgem a partir do ponto mais apical de seus caules.

Outro fato curioso é que sua floração ocorre durante o outono e inverno, período no qual muitas outras plantas encontram-se em dormência.

Assim como diversas outras suculentas, apreciadas por suas características ornamentais, o Senecio crassissimus é endêmico da ilha de Madagascar, localizada a sudeste do continente africano.

O Senecio crassissimus não é encontrado nativamente em nenhum outro lugar do mundo. Em seu habitat de origem, esta suculenta está habituada à vida em solos arenosos, pobres em matéria orgânica, com uma intensa exposição à luz solar.

Para sobreviver em um ambiente tão árido e desafiador, o Senecio crassissimus desenvolveu uma estratégia para evitar que suas folhas fossem intensamente atingidas pela radiação solar. Neste sentido, elas se posicionam na vertical, ficando eretas, diminuindo a superfície de exposição ao sol direto.

Outra adaptação, obviamente, é a natureza suculenta das folhas, que lhes confere a aparência de pás de uma hélice propulsora de navio. Sendo assim, o Senecio crassissimus também é conhecido no exterior como propeller plant.


Senecio crassissimus4

A melhor forma de se cultivar o Senecio crassissimus é plantando-o em jardins rochosos, diretamente no solo de natureza arenosa, sob sol pleno. Esta é a clássica suculenta que aprecia pouca água e muito sol.

No entanto, como nem sempre somos agraciados com tais condições, em nossos lares, podemos tentar seu cultivo em interiores, desde que tomemos cuidados para mimetizar o ambiente de origem desta suculenta.

O ideal, neste caso, é colocar o vaso em uma varanda ensolarada, ou em uma jardineira externa, do lado de fora das janelas de casas e apartamentos. Em ambientes internos, é importante que o Senecio crassissimus fique próximo a uma janela bastante ensolarada, preferencialmente face norte.

Quando cultivado em ambientes muito sombreados, este Senecio tende a ficar estiolado, situação na qual seu caule cresce aceleradamente, ficando fino, frágil e comprido, em uma tentativa de buscar mais luminosidade.

Quando esta situação ocorre, a melhor forma de consertá-la é através de uma poda radical, também conhecida como decapitação de suculentas. Basta cortar a parte superior da planta, que cresceu demais, e plantá-la separadamente.

Estas ponteiras enraízam-se com facilidade, sendo uma excelente forma de propagação do Senecio crassissimus. A parte remanescente continuará a emitir novos brotos. Após este procedimento, é importante que a planta seja transferida para um ambiente com mais luminosidade, após o seu enraizamento, para que não se torne pescoçuda, novamente.

Senecio crassissimus

O solo ideal para o cultivo do Senecio crassissimus é aquele arenoso, próprio para cactos e suculentas. Podemos preparar uma versão caseira, através da mistura de terra vegetal e areia grossa, em partes iguais. É importante que o vaso tenha uma boa camada de drenagem, no fundo, composta por brita, argila expandida ou qualquer outro material particulado.

As regas do Senecio crassissimus devem ser bem espaçadas. O solo deve secar completamente, entre uma irrigação e outra. O melhor método para se realizar esta aferição é colocando o dedo sobre o substrato, afundando levemente.

Se estiver úmido, a rega deve ser postergada para outra ocasião. Durante o inverno, é importante tomar o cuidado de diminuir ainda mais a frequência das irrigações. Esta suculenta é extremamente resistente à seca, não suportando solos úmidos por longos períodos.

Devido à natureza árida do seu habitat de origem, o Senecio crassissimus não necessita de muita matéria orgânica em seu substrato. Além disso, as adubações não precisam ser intensas ou regulares. Qualquer fórmula de manutenção, do tipo NPK, pode ser aplicada, ocasionalmente, sem muita assiduidade.

Este é outro exemplo de planta suculenta que não é a primeira escolha para ser mantida dentro de casas e apartamentos. No entanto, existem sempre casos de pessoas que dispõem de jardineiras externas ou varandas bem iluminadas, situação nas quais o cultivo do Senecio crassissimus é perfeitamente viável.

Ainda que não fique esplendoroso, em ambientes internos, vale sempre a pena tentar manter um exemplar em nossas coleções, já que se trata de uma planta bastante resistente, belíssima e de aparência única.

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Nepenthes bicalcarata

Nativa de florestas úmidas, especialmente na região da Malásia, a Nepenthes é uma família de plantas carnívoras endêmicas de ilhas de solo pobre. Elas se desenvolveram nestes lugares e, por uma questão de sobrevivência, adquiriram jarros que capturam os insetos.

Apesar de abrangerem mais de 100 espécies, as Nepenthes possuem estruturas parecidas: uma folha com pecíolo na ponta (parte que liga o limbo ao caule), que dá origem ao ascídio; e a “bolsa” que pode ser grande ou pequena, e é usada para prender os insetos. Dentro dele temos um líquido, que é como um suco digestivo, responsável por fazer a absorção das enzimas e a digestão dos insetos.

Diferente de algumas espécies, entretanto, as Nepenthes podem se alimentar de outros seres que não os insetos, como roedores, lagartos e pequenos mamíferos. É justamente por esta característica que o termo correto para as Nepenthes é “carnívora”, e não “insetívora”, apesar de se alimentar principalmente de insetos.

Como cultivar a Nepenthes em casa
Ainda que incomuns nos jardins, as Nepenthes não são consideradas plantas difíceis de se cultivar e manter em casa. Elas se dão bem em solos “pobres, já que não necessitam dos nutrientes da terra para se desenvolverem, por isso, a adubação também não é o cuidado número um.

Como fator principal para cultivar as Nepenthes, o sol precisa ser livre, mas não completamente direto. Apesar de aceitarem meia-sombra, a luz natural solar e da lua precisa cair sob as espécies para garantir o seu desenvolvimento.

No que diz respeito ao substrato, é indicado o musgo esfagno, um entre os melhores para mimetizar o ambiente natural da espécie, que gosta de solo ácido e pobre. Sugere-se ainda sugere que não sejam usados hormônios para o crescimento da planta, por criarem fungos e não serem necessários para o vigor das Nepenthes.

Além disso, as espécies podem ficar livres no jardim, sem a necessidade de estufa, vasos e coberturas. Elas gostam de tomar banho de chuva, de lua… quando colocamos em uma estufa fechada, atrapalhamos seu jeito natural de vivera.

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Por serem originárias de climas tropicais, elas apreciam a luz natural, por isso, é indicado um banho de sol pela manhã, mas evitando os horários do meio-dia em diante, que pode queimar a planta.

Na rega, espécies deste tipo preferem irrigação abundante a cada dois dias e apreciam água nas folhas, mas se forem plantadas em vasos, a água que fica no pratinho abaixo do recipiente deve ser descartada para não apodrecer as raízes.

Na natureza, as plantas desta família estão sempre penduradas em árvores, por isso, apesar de se darem bem em vasos, preferem o plantio em outras espécies, em sacadas e janelas, ainda que sempre respeitando a regra da presença de luz natural, mas sem raios solares após o período da manhã.

A propagação das Nepenthes é tão simples quanto o seu cuidado. A principal maneira é através das sementes, em um substrato de chips de coco e musgo esfagno, mas também acontece por estaquia.

É cortado um pedaço da planta que, em seguida, é colocado no musgo esfagno ou na água, onde se criarão as raízes. A taxa de germinação por estaquia é de 75%, mas se a estaca for uma ponta do galho, as chances sobem para 90%, porém, se for uma brotação basal, temos 95% de chances.

Se a muda for adquirida de lojas de jardinagem, entretanto, a dica é primeiro olhar o substrato. No caso das terras pretas, é necessário trocar o substrato pelos indicados, e se os jarros estiverem sem líquido, é possível completá-los até a metade com água.

Eventualmente, se o jarro da Nepenthes secar e morrer, é possível cortá-lo, poupando a folha, que ainda pode servir para a fotossíntese e o desenvolvimento da planta, mesmo que não produza um jarro novo.

Nepenthes

É possível ter uma Nepenthes com pets e crianças?
Sim, é possível e incentivado criar uma espécie de Nepenthes em casas com cachorros, gatos e crianças.

O cuidado principal fica para pequenos pássaros e roedores, que podem entrar em contato com a planta, mas, no geral, elas não são tóxicas e auxiliam o ambiente através do controle de pragas e até mesmo na qualidade do ar.

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Nerium oleander

Ainda que esta não seja uma típica planta de interiores, decidi destacá-la, como um alerta, visto que se trata de uma espécie frequentemente utilizada no paisagismo de condomínios residenciais, empreendimentos comerciais, e mesmo nas calçadas e praças públicas.

O Nerium oleander, popularmente chamado de espirradeira, é altamente tóxico. O contato com sua seiva de aspecto leitoso pode causar irritações na pele, além de um grande desconforto gástrico, caso alguma parte da planta seja ingerida acidentalmente.

No entanto, a fama assustadora que o oleandro carrega tem lá suas pitadas de exagero. Chamada por muitos de a planta mais venenosa do mundo, a espirradeira não causa maiores problemas, caso seja manuseada com cuidado e mantida longe do alcance de crianças pequenas e animais domésticos.

Deve-se apenas evitar a ingestão ou o contato com o látex que o Nerium oleander costuma liberar, quando algum segmento de seu tecido vegetal é seccionado.

Estão presentes na seiva da espirradeira as substâncias químicas oleandrina e neriantina, assim nomeadas como derivações do nome científico da planta, Nerium oleander. Estes compostos pertencem a um grupo de moléculas ativas denominadas cardenolídeos, esteroides capazes de exercer uma série de efeitos no tecido cardíaco.

O interessante é que estes compostos químicos podem apresentar, ao mesmo tempo, propriedades terapêuticas ou venenosas, dependendo da dosagem e da forma de sua utilização. Ainda assim, o mais comum é que ocorram relatos de acidentes decorrentes do contato de humanos ou animais de estimação com a seiva tóxica do oleandro.

Também há registros de que a ingestão da espirradeira era utilizada como uma forma de tentativa de suicídio, durante a antiguidade, muito embora sejam raríssimos os casos de mortes causadas por esta planta.

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A espirradeira faz parte da família botânica Apocynaceae. É uma planta de porte arbustivo, mas que pode atingir cinco m de altura, assumindo o aspecto de uma arvoreta. A espécie Nerium oleander é nativa de países localizados ao norte do continente africano, na porção leste da região do Mediterrâneo, como em Portugal, assim como no sul da Ásia.

Ainda que seja uma planta exótica, aqui no Brasil, a espirradeira adaptou-se muito bem aos climas tropical e subtropical do país, sendo amplamente cultivada devido às suas características ornamentais.

Ainda que a espirradeira com flores rosadas seja a mais comumente encontrada, também existem variedades capazes de produzir flores brancas, amarelas ou mais avermelhadas. Suas pétalas podem ser simples ou dobradas. As florações do oleandro costumam acontecer durante os meses mais quentes do ano, na primavera e verão.

O aspecto vegetativo do Nerium oleander também é bastante ornamental, com folhas alongadas e lanceoladas. Existem variedades na versão variegata, além daquelas de menor porte, que são ideais para coberturas e varandas ensolaradas de apartamentos.

Sob estas condições domésticas de cultivo, é importante que o oleandro seja plantado em um vaso grande, com abundante espaço para o desenvolvimento das raízes. O espaço disponível para estas estruturas influenciará na altura e diâmetro da copa que o arbusto poderá atingir.

Além de espaçoso, o vaso precisa ter furos no fundo e uma boa camada de drenagem, geralmente montada com argila expandida. No entanto, pode ser utilizado qualquer material particulado, como cacos de telha, brita ou pedrisco.

Ainda que seja uma planta bastante rústica e resistente, a espirradeira irá se desenvolver melhor se cultivada em solo rico em matéria orgânica. O aspecto e coloração da folhagem ficarão mais atraentes, sob estas condições de cultivo. É importante que a terra não seja muito compactada. Solos aerados e facilmente drenáveis são os ideais para o cultivo do oleandro.

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O Nerium oleander é um arbusto capaz de sobreviver a longos períodos sem ser regado, principalmente quando é plantado em áreas externas, diretamente no chão.

Em calçadas, jardins e praças públicas, as plantas são mantidas pela própria natureza, que se encarrega de irrigá-las com a água das chuvas. No cultivo doméstico, principalmente em vasos e áreas cobertas, as regas devem ser mais frequentes quando a planta é jovem, ou quando a muda for recém-plantada. Posteriormente, pode-se espaçar mais a frequência das irrigações, principalmente durante o inverno.

Ainda que a espirradeira não seja muito exigente quanto à adubação, suas florações podem ser incentivadas com a aplicação de um fertilizante mais rico em fósforo.

Existem formulações próprias para espécies floríferas, à venda em lojas de jardinagem ou mesmo em supermercados. Para uma maior praticidade, pode-se misturar grânulos de adubo que apresentam liberação lenta, ao solo em que o oleandro é plantado.

O Nerium oleander irá produzir mais flores se for cultivado sob sol pleno, em áreas externas. Em varandas de apartamentos, as variedades anãs precisam receber o maior número possível de horas de sol por dia, para uma floração mais consistente.

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Tanto o crescimento como a forma do oleandro podem ser controlados através de podas periódicas. Este é um arbusto que se presta à arte da topiaria, por exemplo.

No entanto, é importante que estes procedimentos sejam realizados com equipamento adequado de proteção, como luvas e óculos, visto que sua seiva leitosa pode causar irritações na pele e mucosas. Após as podas, os ramos cortados podem ser utilizados como estacas, para a propagação da espirradeira.

Tomando-se os devidos cuidados, o Nerium oleander pode ser cultivado sem maiores problemas. Sua rusticidade, facilidade de manutenção e rápido crescimento, aliados à beleza e variedade das flores, justificam a popularidade do oleandro como planta ornamental, principalmente em áreas externas, sob sol pleno.

Além disso, as variedades de menor porte podem trazer cor e alegria para apartamentos, em varandas mais ensolaradas.

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