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Vanda6

Algum tempo atrás pensava-se que as plantas epífitas, como grande parte das orquídeas que possuem as raízes expostas ao ar, não precisassem de fertilizantes já que na natureza elas estão anexadas a uma árvore com pouco ou nenhum húmus ou qualquer outra fonte orgânica de nutrição.

Embora já se saiba que este não seja o caso, a nutrição da orquídea ainda é uma questão importante para muitos cultivadores: afinal, como as orquídeas suprem as suas necessidades nutricionais?

As orquídeas devem utilizar uma estratégia diferente para conseguir os nutrientes de que precisam. Mas qual? Preste atenção nas orquídeas que crescem no habitat natural, você vai perceber que na maio parte das vezes elas se desenvolvem nas proximidades de forquilhas e bifurcações de galhos.

O motivo é que exatamente nestes locais sempre acaba se acumulando detritos de origem vegetal como sementes, casca, pequenos frutos, folhas, etc. Também ali se acumulam detritos de origem animal como excrementos, cartilagens, cascas de ovos, insetos mortos entre outros.

Estes detritos depois de algum tempo se decompõe e se transformam em nutrientes que serão aproveitados também pelas orquídeas.

Já quando cultivamos as orquídeas em nossa casa elas não possuem este recurso natural e precisamos utilizar de adubos para suprir estas necessidades da planta.

Brassavola subulifolia

Conceitos essenciais
Orquídeas devem ser adubadas somente nos meses quentes ou quando estão em pleno desenvolvimento vegetativo porém evite fazer a adubação nas horas mais quentes do dia.

A temperatura ideal fica na casa dos 20º Celsius. Uma boa prática é regar as orquídeas na véspera da adubação foliar.

Não esqueça também que as orquídeas possuem um crescimento lento e não possuem a capacidade de absorver uma dose grande de adubo de uma só vez, por esta razão é importante que você utilize quantidades pequenas de adubo.

Lembre-se do famoso ditado: “a diferença entre o remédio que cura e o veneno que mata está apenas na dosagem”

Outros dois critérios essenciais:
- luminosidade: a luz é absolutamente indispensável no processo de absorção de fertilizantes através das folhas.

- umidade: a umidade do substrato também desenvolve um papel fundamental pois quando a planta está desidratada a absorção foliar diminui drasticamente.

Cattleya_leopoldii_

Quais os elementos que as orquídeas precisam
As orquídeas necessitam de cerca 13 elementos químicos para ter uma vida saudável.

Três destes elementos elas dependem bem mais e por isto são chamados de macronutrientes primários, são eles: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K).

Estes nutrientes são geralmente indicados em fertilizantes como uma relação numérica como 30-10-10, 20-20-20 (este números indicam o percentual de cada um destes elementos na formulação do adubo).

Além destes macronutrientes primários, podemos dizer que cálcio, magnésio e enxofre também são necessários em quantidade razoável. Por isso, o grupo destes 6 elementos químicos é chamado de macro-nutrientes.

As plantas também necessitam de sete micronutrientes ou oligoelementos como o boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe), cloreto (Cl), manganês (Mn), molibdénio (Mo), e zinco (Zn).

fagulhas

Brassavola Cucullata

Temos que considerar a nutrição mineral de suas plantas como uma combinação de água e do fertilizante que você adiciona.

A falta de minerais e suplementos irá resultar na redução do processo de crescimento, a perda prematura de folhas e a geração inexistente de flores em algumas plantas.

Por isso, se você deseja uma planta saudável e com flores, é preciso conhecer os sinais tanto da deficiência quanto do excesso de conteúdo mineral para orquídeas.

Nitrogênio - Ele é necessário para o forte crescimento vegetativo como componente essencial de proteínas e clorofila.

A deficiência de nitrogênio vai resultar em plantas raquíticas e de maturação precoce. As folhas se tornarão amarelas e, eventualmente, cairão.

O excesso de nitrogênio vai levar a um crescimento vegetativo excessivo, mas irá retardar o florescimento.

Potássio - É um elemento necessário para o crescimento das raízes, produção de açúcar e de amido, e da integridade celular da membrana.

O excesso de Potássio resultará em sintomas de deficiência de nitrogênio, magnésio, cálcio, ferro, zinco, cobre e manganês.

Cálcio - É necessário para a formação da parede celular, atua como catalisador enzimático, e tem um papel muito importante na neutralização de metabolitos tóxicos. A deficiência de cálcio em orquídeas resulta em crescimento deficiente, deformidade e clorose das folhas mais novas, áreas escurecidas nas extremidades das folhas e brotos com bordas amarelas, atrofiadas e raízes encurtadas, e pontas mortas das raízes.

O excesso de cálcio irá resultar em sintomas de deficiência de magnésio.

Magnésio - É importante na produção de clorofila e de proteínas, metabolismo de hidratos de carbono e da ativação de enzimas.

A deficiência de magnésio é manifestada em clorose marginal e das veias e começam nas folhas mais velhas. Há também um aumento do aparecimento de antocianina nas folhas, e manchas necróticas.

Bulbophyllum Louis Sander

Fósforo - É um componente importante dos ácidos nucleicos, as coenzimas NAD e NADP, que são necessárias para a fotossíntese, respiração e muitos processos metabólicos, e a energia composta ATP.

É também essencial para o crescimento da raiz, floração e produção de semente. A deficiência de fósforo afeta as folhas mais velhas primeiro. Haverá um aumento de pigmento antocianina e coloração azul esverdeado escuro, por vezes com áreas de necrose, e nanismo.

Fósforo em excesso irá resultar em sintomas de deficiências de nitrogênio, zinco e ferro.

Enxofre - O enxofre é um fator importante na formação de proteínas, fotossíntese e do metabolismo do nitrogênio. Raízes atrofiadas, clorose geral começando com as folhas mais jovens será o resultado se não houver enxofre o suficiente.

Boro - Ele ajuda no transporte de açúcar e na síntese de DNA. A falta de boro resultará na morte do tecido meristemático, atrofiação das raízes, e a não formação de flores. O excesso de boro resulta na necrose intervenal das folhas.

Ferro - É um componente de citocromos e ferrodoxina e ajuda na síntese da clorofila. A deficiência de ferro resulta em clorose das folhas mais novas.

Manganês - O seu papel é na ativação enzimática na respiração e no metabolismo do nitrogênio. A deficiência de manganês resultará em manchas cloróticas e necróticas inter venais. O atrofiamento, manchas necróticas nas folhas são os resultados do excesso de manganês.

Zinco - É importante na síntese de triptofano e na ativação de enzimas.A deficiência de zinco resultará em folha menores, distorcidas, atrofiadas e clorose inter venal nas folhas mais velhas, manchas brancas necróticas, e formação de rosetas.

O excesso de zinco irá manifestar sintomas de deficiência de magnésio ou de ferro.

Cattleya Aurantiaca

Cobre – É um componente enzimático e proteína carregador de elétrons no cloroplasto. Falta deste irá resultar em crescimento atrofiado e disforme de orquídeas, enquanto um excesso manifestará em sintomas de deficiência de ferro ou de magnésio.

Molibdênio - Ele ajuda no metabolismo do nitrogênio e do potássio. Manchas inter venais cloróticas, necrose marginal, dobras na folha e a falta de flores será o resultado se houver deficiência de molibdênio.

Água - A água limpa é um bom começo para a nutrição de orquídeas: se a água for limpa e pura irá permitir ao cultivador adicionar os minerais corretos nas proporções necessárias, adicionando uma solução devidamente formulada com os nutrientes certos para a orquídea. A água da chuva é a fonte mais barata e mais facilmente disponível de água limpa.

cattleyas

Outros fatores importantes
Além de uma fonte adequada dos elementos necessários, os seguintes fatores também devem estar presentes:
* Níveis de temperatura adequados
* Umidade adequada
* Níveis de luz adequados
* Suprimentos de ar adequados

Tome nota de que, mesmo que os níveis de minerais sejam adequados, o crescimento ainda pode ser afetado se todos os fatores ambientais acima não forem suficientemente acessíveis.

Além disso, a fertilização em excesso pode levar a um fraco crescimento tornando as plantas vulneráveis a qualquer doença.

Tipos de fertilizantes
De forma muito simples podemos dizer que um fertilizante é qualquer substância, natural ou manufaturada que, acrescentada ao substrato, incremente o desenvolvimento das plantas.

É algo que a planta utiliza para se fortalecer. Naquilo que se refere à origem destes nutrientes podemos dividir em 2 grandes categorias: orgânicos e inorgânicos.

adubo orgânico

Adubos orgânicos
Referem-se aos nutrientes contidos nos produtos que são derivados somente a partir dos restos ou um subproduto de um organismo. Farelo de algodão, farinha de sangue, emulsão de peixe, esterco e lodo de esgoto são exemplos de adubos orgânicos.

Os nutrientes em adubos orgânicos dependem dos organismos do solo para processá-los. Eles se tornam mais eficazes apenas quando o solo é úmido e quente, o que é necessário para os microrganismos ficarem ativos.

Os nutrientes são libertados pela atividade microbiana durante um longo período de tempo. A desvantagem, portanto, é que fertilizantes orgânicos podem não dispensar os nutrientes necessários durante o tempo em que eles são necessitados pela planta para o seu crescimento.

Os fertilizantes orgânicos são mais úteis durante os meses de verão, mas não são tão eficazes durante os meses mais frios.

Este tipo de adubação era a utilizada pelos antigos quando ainda não havia adubos inorgânicos.

No caso das orquídeas cultivadas em vaso, no entanto, estes adubos, quando em estado sólido têm o inconveniente de entupirem parcialmente os espaços entres as fibras, prejudicando a aeração das raízes da planta.

Além disso, costumam alterar o índice de pH do substrato e transmitir fungos. Se você quiser fazer adubações orgânicas nas suas orquídeas, o ideal é usar calda de esterco ou doses mínimas de torta de mamona.

Esta substância é um subproduto da fabricação do óleo de mamona, e é muito rica em nitrogênio, fósforo e potássio.

adubo

Receita de Adubo Orgânico
* 70% de torta de mamona
* 10% de farinha de osso* 10% de cinza vegetal
* 10% de esterco de aves (bem curtido)

Prepare uma mistura destes elementos e adicione uma colher de chá diretamente no substrato e de preferência na parte de trás da planta. Faça isto a cada 3 meses.

Adubos Inorgânicos – São os fertilizantes químicos ou sintéticos que libertam rapidamente nitrogênio no solo, e são diferentes dos fertilizantes orgânicos, tais como estrume, que liberta nitrogênio mais lentamente à medida que ele se decompõe.

Estes produtos são geralmente formulados tecnicamente, e são concentrados. As instruções devem ser seguidas para que nenhuma planta seja prejudicada, ou mesmo morta.

Fertilizantes inorgânicos também são conhecidos como NPK, isto ocorre pois geralmente contém os seguintes minerais:

- Nitrogênio (N) – componente essencial das proteínas e clorofila, e é necessário para o crescimento vegetativo intenso. Uma dose bem aplicada de nitrogênio deixa as folhas das orquídeas mais carnudas e com um verde mais intenso.

A falta desse elemento inibe os processos vegetativos, reduzindo o tamanho das folhas e dando-lhes uma cor verde-amarelada.

A aplicação de nitrogênio em excesso, no entanto, acaba estimulando demais o crescimento, tornando os tecidos vegetais flácidos e sem resistência para enfrentar o ataque de pragas e doenças.

- Fósforo (P) – componente envolvido na transferência de energia e atua como um regulador da atividade vital.

As plantas bem nutridas de fósforo são altamente resistentes às doenças. A falta deste elemento químico pode ser notada pela cor avermelhada das folhas, pelo crescimento lento demais e pela pouca exuberância da floração.

- Potássio (K) – componente que ajuda no forte crescimento. Quando o teor de potássio aumenta na seiva, ocorre uma economia de água nos tecidos das plantas. É que este elemento químico tem a propriedade de regular o fechamento dos estômatos, os poros vegetais, reduzindo as perdas de água pela transpiração e, portanto, conferindo à planta maior resistência à falta d´água e baixas temperaturas.

Durante a fase de crescimento é importante que você adube as suas orquídeas a cada 15 dias com adubos foliares, mas deixe para regar 48 horas após a aplicação. Evite ao máximo o uso de água clorada para misturar com os fertilizantes.

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Ótimas fórmulas de adubos químicos
A planta vive momentos distintos, em alguns períodos precisa de mais alimento do que outros. Você deve ter a percepção do momento correto de modificar um pouco a composição do adubo.

Lembre-se de consultar este guia sempre que ficar na dúvidas sobre o efeito de cada um dos elementos.
- Plantas Jovens

Fertilizante líquido NPK 30-10-10, diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante e pulverização sobre as folhas.

- Plantas Adultas

Fertilizante líquido NPK 18-18-18 ou 20-20-20, diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante e pulverizado sobre as folhas.

- Planta em Flor
Fertilizante líquido NPK 30-10-10, ou 10-30-20, a ser diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante, e pulverizado nas folhas a partir do surgimento das espatas (botões) até o final da floração.

Adubação Foliar e por Gotejamento
A técnica de aplicação de adubos químicos solúveis em água possibilitou o cultivo comercial de grandes quantidades de plantas.

Esta tecnologia é mais utilizada em grandes orquidários onde existem equipamentos de irrigação automáticos, pela aspersão, gotejamento ou nebulização. Assim será possível de forma simultânea irrigar e adubar um orquidário inteiro em poucos minutos.

As folhas das plantas têm possibilidade de absorver a água pelos estômatos que existem em sua superfície, em maior quantidade na parte traseira ou adorsal.

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Vanda-Sanderana-Alba

Dê mais luz as suas orquídeasé o conselho mais comum dado a novos cultivadores de orquídeas que são incapazes de fazer as suas plantas florescem.

A correta quantidade de luz é essencial para que as orquídeas produzam lindas flores. Por serem plantinhas extremamente delicadas, o requisito de luz varia de acordo com a espécie e deve ser considerado caso por caso.

Orquídeas com folhas longas mas pouco espessas precisam de muita luz e devem ser expostas à luz forte o dia inteiro. Por outro lado, as orquídeas com folhas macias e largas prosperam melhor em uma área sombreada.

Orquídeas que têm um crescimento uniforme, apresentando tamanho e forma harmoniosos, estão recebendo a quantidade certa de luz. Se elas parecerem cansadas, moles ou até mesmo sombrias você deve expô-las a mais luz.

catlleya walkeriana

Orquídeas que apreciam a luz
As orquídeas que gostam de bastante luz são:
Catasetuns; Cattleya walkeriana e nobilior; Dendrobiuns da espécie nobile; Laelias; Rupícolas; Laelias anceps e lobata; Oncidiuns (secephallum e pupumillum)

Dendrobium

Orquídeas que apreciam luz filtrada
As orquídeas que gostam de luz filtrada são:
Cattleyas; Coelogynes; Dendrodium densiflorum e farmeri; Híbridos em geral; Laelias em geral (exceto rupícolas, anceps e lobata); Oncidiuns cruciatum e sarcodes; Sophronitis coccínea

stanhopea

Orquídeas que não apreciam luz
As orquídeas que não gostam de luz são:
Micro-orquídeas; Paphiopediluns; Stanhopeas; Zygopetaluns; Pabstias; Miltonias; Cattleya aclandiae; Sophronitis mantiqueirae

Luz artificial x luz natural em ambientes internos
As luzes fluorescentes fornecem resultados superiores caso você não tenha as suas orquídeas no peitoril de uma boa janela ou em uma estufa.

Um mínimo de 12 horas por dia é a necessidade de luz indispensável para o crescimento correto das orquídeas e para que elas floresçam facilmente.

A quantidade de luz que uma orquídea recebe vai depender do tipo de janela disponível. Afaste as orquídeas do vidro durante os meses mais frios.

Mantenha o vidro que irá transmitir a luz solar limpo, assim como as folhas das plantas, para que elas possam aproveitar ao máximo a absorção da luz. Além disso, dê espaço o suficiente para suas orquídeas de modo que as folhas não sejam bloqueadas por outras folhas.

Durante o verão, quando você observar que as plantas recebem muita luz, você tem que fornecer uma cortina fina ou uma camada de papelão, ou você pode movê-la para outro lugar em que a luz não seja tão intensa.

Bulbophyllum eberhardtii

Plantas floridas exigem luz extra por causa da energia e recursos adicionais necessários para brotar.

Isso explica o porquê de algumas orquídeas, apesar de parecem estar em bom estado, não produzirem flores. Elas recebem luz suficiente apenas para se manterem vivas, mas não o suficiente para prosperar e produzir flores.

As folhas são o melhor parâmetro para determinar se elas estão recebendo luz o suficiente. As folhas que apresentam um verde de regular a claro, exuberante, estão recebendo a quantidade certa de luz.

Da mesma forma, se as folhas apresentam um verde mais profundo e escuro, o nível de luz não é bom, elas não estão recebendo uma quantidade adequada de luz para acabar florescendo.

Quando cultivadas dentro de casa as orquídeas geralmente não recebem luz suficiente. No entanto, se elas são colocados do lado de fora durante o verão, podem ser expostas a uma temperatura muito elevada, o que pode fazer com que as folhas sofram queimaduras solares.

O calor excessivo pode esgotar as reservas de alimentos da planta. Se isto ocorrer você observará uma coloração amarelada ou mesmo avermelhada das folhas.

Fotoperíodo
Se você cultivar suas orquídeas completamente sob luzes artificiais você deve ter em mente de que será necessário oferecer mais luz a sua orquídea do que se estivesse recebendo luz do sol.

Com o objetivo de compensar a deficiência da luz artificial, a luz deve ser mantida de 14 a16 horas por dia. Uma vantagem aqui é que a luz é fornecida constantemente, isso faz com que a rega também tenha um horário constante.

Em vez de utilizar lâmpadas incandescentes regulares, use lâmpadas fluorescentes em tubo porque elas não liberam muito calor (o que queimaria as plantas).

Miltoniopsis híbrido

As fluorescentes em tubos são excelentes para orquídeas que precisam de pequena quantidade de luz, mas não são aconselháveis para aquelas que requerem uma grande quantidade de luz para florescer.

Embora a luz artificial mais cara seja a lâmpada de alta intensidade de descarga (HID), elas são as melhores luzes para as orquídeas. Lâmpadas HID são muito eficientes e oferecem uma excelente qualidade de luz espectral, mas sua instalação especial eleva os custos.

Tenha cuidado porém quando usar água perto de lâmpadas HID porque pequenas gotículas de água na lâmpada quente às vezes podem causar ruptura.

Use um refletor para evitar que o brilho intenso da luz HID bata diretamente nos olhos. Um rotador pode mover continuamente a luz sobre as orquídeas para garantir a mesma iluminação e evitar pontos quentes.

O que são Velas Pé
A luz para o cultivo de orquídeas é expressa em termos de velas pé (fc), que é simplesmente a medida da intensidade de luz que bate sobre uma superfície.

As orquídeas são classificadas em três grupos de luz básicas:
* alta (3.000 + fc)
* média (2,000 a 3,000 fc)
* baixa (1.200 a 2.000 fc).

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Você não precisa de equipamentos caros para determinar a quantidade de luz, uma forma bastante simples e usada por muitos cultivadores é por meio de um teste mão/olho.

- Coloque a mão a 6 cm acima das folhas entre a fonte de luz e a planta e depois observe a sombra:

- Uma sombra bem delineada significa que a luz é alta.

- Uma sombra de bordas suaves é provavelmente adequada para as orquídeas de media a baixa necessidade de luz.

- Se não há sombra, significa que a luz não é forte o suficiente para uma orquídea florescer.

flor-chuva

samaúma

Árvore espinhenta, da família Malvaceae, com 30-40 m de altura, dotada de copa ampla e frondosa, dotada de raízes que se desenvolvem junto com o tronco, acima do solo.

A ocorrência natural é em toda a bacia amazônica, nas florestas inundadas ou pantanosas da várzea dos rios. Mas ocorre nas Américas de um modo geral, na África e na Ásia.

Seu tronco é reto e cilíndrico, de 80-160 cm de diâmetro, de casca verde-acinzentada e revestida de espinhos.

As folhas são compostas por 5-7 folíolos por haste de sustentação, sem pelos, esbranquiçados na face inferior, com consistência de couro e margem serrilhada. Surgem de um ponto comum, da extremidade de uma longa haste de sustentação, de 28 cm de comprimento, parecendo dedos na palma da mão.

flores

As flores são em forma de cacho, do branco para o creme, com a base verde. Seu desenvolvimento no campo é considerado rápido (de 5 a 6 m aos 2 anos).

O fruto é seco, tipo cápsula, de aproximadamente 5 a 7 cm de diâmetro por 8 a 16 cm de comprimento, dotado de 120-175 sementes.

As semente são arredondadas, de cerca de 6 mm de diâmetro, envolta por uma paina.

Sua floração ocorre entre os meses de agosto e setembro, com a árvore praticamente nua de folhagem. Os frutos amadurecem no período outubro-novembro.

A madeira é leve, macia e de baixa durabilidade natural. Empregada na construção de embarcações, para miolo de compensados e produção de pasta celulósica.

Sendo chamada de Gigante da floresta, a sumaúma tem várias aplicações práticas no cotidiano dos homens. Deriva dela, por exemplo, a kapok (pluma que envolve as suas sementes). Para obter um quilo de kapok são necessários duzentos frutos (que também servem de alimento aos animais).

paina

Desta pluma são feitos de bóias e salva-vidas (por ser impermeável à umidade) até enchimento de colchões e travesseiros, além do material ser um excelente isolante térmico.

A sua madeira é empregada na construção de embarcações, miolo de compensados e na produção de celulose.

Das sementes ainda se extrai um óleo comestível, usado também para iluminação e fabrico de sabão.

Dona de muitas lendas e mitos na floresta, a samaúma é considerada “o telefone” da mata. Isso porque ao bater em suas sapopemas (raízes tubulares que cercam a base do tronco), elas ecoam, anunciando que há alguém ali, sob a sua sombra.

samaúma (2)
Geralmente esta espécie floresce nos meses de agosto e setembro. A árvore fica quase completamente desfolhada neste período.

A sumaúma ainda tem aplicações medicinais. Sua seiva é usada, por exemplo, para curar conjuntivite. Uma curiosidade: as raízes descobertas, nas margens dos riachos secos, fornecem água potável no verão.

floresta magiva