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cactos

Um dos mais comuns problemas quando se trata de plantas envasadas é o apodrecimento fúngico (também chamado de raiz podre). Essa aflição normalmente ocorre quando as raízes de uma planta são mantidas em contato com umidade que não é drenada adequadamente, por fim tornando-se estagnada e estimulando o crescimento de fungos.

Isso pode ocorrer com a maioria das plantas envasadas, mas cactos de deserto são especialmente suscetíveis, já que naturalmente requerem somente uma pequena quantia de água, em comparação a outras plantas.

A melhor cura para o apodrecimento é a prevenção: simplesmente evite regar excessivamente, em primeiro lugar. Como regra geral, é melhor regar menos do que o necessário do que o contrário, quando se trata de cactos.

Você poderá também usar um solo para vaso de boa qualidade, com alto nível de drenagem, para todos os cactos.

Se a sua planta estiver podre, pode parecer inchada, mole, amarronzada ou decaída, com a possibilidade de rachaduras em sua superfície. Frequentemente, mas nem sempre, essa condição move da base da planta a seu topo.

Você pode tentar remover o cacto de seu vaso, cortar a quaisquer raízes enegrecidas e viscosas e tecidos mortos sobre o solo, replantando-o em um novo recipiente com solo limpo.

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No entanto, se os danos às raízes forem extensos, ele pode morrer, do mesmo modo. Em muitos casos, é necessário descartar plantas com apodrecimento para evitar o espalhamento do fungo a outras plantas adjacentes.

Gradualmente, aumente a exposição à luz solar, para evitar o estiolamento
O estiolamento é um problema no qual a planta apresenta crescimento pálido e doentio devido à insuficiente exposição solar. Cactos com crescimento estiolado terão com frequência uma qualidade fina e débil, com coloração pálida e verde-clara.

A porção estiolada da planta crescerá rumo a uma fonte luminosa próxima, se existente. Embora o estiolamento seja permanente no sentido de que qualquer crescimento doentio já ocorrido é irreversível, estiolamentos futuros podem ser refreados assegurando-se que a planta receba suficiente luz solar.

No entanto, você não deve colocar um cacto com crescimento estiolado sob luz solar intensa de modo imediato. Ao invés disso, aumente gradualmente a quantidade de luz solar recebida diariamente, até notar que seu crescimento esteja normalizado.

Expor qualquer planta à luz solar drasticamente intensificada pode ser estressante, enquanto que fazê-lo com cactos estiolados pode ser fatal.

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Evite fototoxicidade, limitando a exposição solar após o uso de pesticidas
Se você já notou queimaduras em seu corpo depois de passar muito tempo na água, é possível que tenha sentido na prática algo próximo à fototoxicidade, um mal que pode afetar também a plantas.

Após aplicar um pesticida oleoso sobre uma planta, o óleo do pesticida se manterá na superfície, agindo como um tipo de “bronzeador”, aumentando a intensidade dos raios solares. Isso pode fazer com que as partes da planta onde o óleo está presente se tornem queimadas, acinzentadas e ressecadas.

Para evitar isso, coloque o cacto em um local sombreado por alguns dias até que o pesticida oleoso tenha finalizado seu trabalho, antes de retorná-lo à luz solar.

Não tema o abulbamento natural
Um aspecto do ciclo vital dos cactos, com o qual muitas pessoas não estão familiarizadas, é o abulbamento de sua base, no qual as porções maduras em sua base lentamente começam a se desenvolver em um exterior amarronzado e rígido, similar à casca de árvore.

Embora isso possa parecer sério pelo fato de que o verde natural está sendo substituído por uma aparência quase doentia, tal não é realmente sinal de qualquer perigo, podendo geralmente ser ignorado.

O abulbamento naturalmente começa pela base da planta, podendo subir lentamente. Se ele se inicia em qualquer outro ponto da planta, tal pode ser sinal de um problema. Por exemplo, se o topo do cacto e o lado voltado para a luz solar apresentarem essa aparência, mas não sua base, esse pode ser um sinal de que o cacto está recebendo demasiada luz solar, não sendo resultado do abulbamento natural.

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Dicas
* Se você deseja cultivar muitos cactos, pode fazê-lo em um único recipiente, com um espaçamento homogêneo entre eles. Quando cada um apresentar o tamanho de uma pequena bolinha de gude, transplante-os para seus próprios recipientes.
* Use a mesma mistura de solo em cada um dos vasos nos quais os cactos serão replantados.

Observações
* Use luvas espessas antes de lidar com cactos que já apresentem espinhos.
* Esteja atento à presença de parasitas em seus cactos, em especial cochonilhas-farinhentas, que aparecem frequentemente como bolinhas brancas na superfície verde. Pegue-os com um graveto ou ferramenta e utilize um pesticida para remover a quaisquer insetos em locais de difícil acesso.
* Use um pesticida como o malation para matar insetos-escama ou outros parasitas, que podem aparecer como bolinhas amarronzadas na superfície do cacto.

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AJUGA

A ajuga é uma planta herbácea, estolonífera e reptante, muito utilizada como forração e conhecida popularmente como ajugaíba, búgula, erva-de-são-léo, erva-de-são-lourenço, erva-férrea, jujuba e língua-de-boi. Pertence à família Lamiaceae e tem sua origem na Ásia e Europa, entretanto é cultivada no mundo inteiro.

Suas folhas são ovaladas, basais, pubescentes, com margens dentadas, ou levemente lobadas e nervuras bem marcadas.

A folhagem é o grande atrativo desta planta, sua textura é média e as cores são muito variadas, de acordo com a cultivare. As cultivares mais comuns são: “Purpurea” (folhas bronzeadas a violáceas), “Multicolor” (com pintas coloridas) e “Variegata” (de cor verde escura, com margens de cor creme ou branca).

Característica das flores da Ajuga
As flores têm valor ornamental secundário, são de coloração azul-claras agrupadas, tipo espiga, existe também nas cores brancas, róseas e avermelhadas e despontam na primavera.

Atraem borboletas e abelhas. As flores da ajuga, apesar de terem importância ornamental secundária, podem ser muito decorativas na primavera. Geralmente azuis ou violáceas, elas surgem em inflorescências do tipo espiga e são muito atrativas para borboletas, abelhas e mamangavas. Ocorrem ainda variedades com flores róseas, avermelhadas e brancas. Produz pequenas sementes marrons no verão.

A ajuga é uma forração muito rústica e bonita, ideal para as áreas sombreadas e semi sombreadas, onde geralmente o gramado e as flores não se adaptam. Ela gosta de locais frescos, ventilados e pode ser plantada em vasos e jardineiras. Sua textura e cor, aliadas as suas necessidades, a tornam uma ótima planta para jardins de pedra também, valorizando o paisagismo.

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Característica das folhas da Ajuga
Com nervuras bem definidas, lustrosas, de 5 a 10 cm de comprimento,  formam rosetas próximas ao solo ou no caule. A espécie básica tem folhagem verde-escura, mas foram desenvolvidas plantas por cruzamentos, com folhas púrpuras, cor de bronze e mescladas, creme, cor-de-rosa, amarelo, etc.

Cultivo da Ajuga
Deve ser cultivada sob meia-sombra ou sombra, em qualquer tipo de solo, mesmo os de baixa fertilidade, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia o frio subtropical.

Não tolera o calor excessivo ou pisoteio. Sob sol pleno, fica com as folhas pequenas e muitas vezes queimadas, mas floresce com mais abundância. Pode se tornar invasiva em algumas situações. O ideal é que seja plantada em canteiros com delimitadores subterrâneos.

Sua multiplicação é feita por sementes, estacas e mais facilmente por divisão das mudinhas que se formam nos estolões, entorno da planta mãe.

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Saiba Mais
Suas cores desenvolvem-se melhor se seu cultivo for feito em locais com sol pela manhã, recebendo a sombra de outras plantas quando este for mais intenso. A propagação da ajuga é muito simples, por estaquia de ramos ou separação de touceiras, feitas principalmente na primavera e outono.

Modo de preparo das mudas da Ajuga
As mudas podem ser feitas em sacos com terra preparada de composto orgânico e areia e deve ser mantido úmido, coberto por saco plástico até notar o surgimento de novas folhas. Levar então para canteiro.

Na hora de transportar a muda da ajuga para o canteiro, é de suma importância que se tenha muito cuidado ao manuseá-la, pois trata-se de uma planta muito sensível e  caso seja pega de qualquer forma, pode quebrar, danificando assim o seu crescimento. O cuidado deve ser tão minucioso para não depredar a muda, pois há casos de morte da muda na hora da transferência.

É exigente em fertilidade e umidade.
Preparar o canteiro destorroando, adicionando adubo animal de curral bem curtido, composto orgânico e areia, caso o solo seja demasiado argiloso.

Nivelar e plantar as mudas com espaçamento de 15 a 30 cm, intercalando as fileiras de modo a cobrir bem a área. Regar a seguir com cuidado, dando leves tapinhas na terra, para nivelá-la e firmá-la, mas com muita cautela, evitando quebrar as raízes e galhos.

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Uso no paisagismo
No que diz respeito ao paisagismo, a planta é muito usada para bordaduras de canteiros. Também fica muito interessante como manchas sobre gramados, formando desenhos com outras plantas de mesmo porte ou maiores, como a Pilea (Pilea macrophylla) e a trapoeiraba (Tradescantia pallida).

Tende a ser invasiva, o que pode ser contornado colocando-se separador de grama entre ela e o gramado.

Em vasos também pode ser utilizada para cobrir o solo, mantendo melhor a umidade além de dar acabamento, para vasos em substituição à cascas de pinus e pedriscos.

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Diante uma quantidade incontável de flores que existem, podemos encontrar a linda Aquilégia, uma flor com uma harmonia de cores e composição de seu formato incrível e de tamanhos variados. Apesar de não ser uma flor incomum, nesse posta vamos saber um pouco sobre essa linda flor e conhecer mais sobre sua formação, cultivo e algumas curiosidades.

Principais características
Da família Ranunculaceae, essa planta é de origem Europeia e Asiática e pode chegar até 1,20 m de comprimento, As flores são solitárias podendo ocorrer casos de cachos com poucas flores. Popularmente ela é conhecida como luvas-de-nossa-senhora, colombina, soldados e aquilea.

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É constituída de flores perenes com aspecto muito gracioso e delicado. Começa a desabrochar na primavera principalmente ou em regiões de clima mediterrâneo, subtropical, temperado e tropical. Quanto a terrenos, elas adaptam-se fáceis a todos os tipos de solo desde que seja bem arenoso e bem drenado também já que elas precisam ser regadas constantemente.

Caso se interesse em cultivar esse tipo de flor, opte em plantá-la no mês de julho e por sementeiras que elas com certeza florescerão mais rápido. Apesar de algumas variedades de cores, a roxa com branca é a mais comum entre essas flores.

Fazendo brotar a Aquilégia
Essa flor apresenta duas características bem contraditórias quando o assunto é plantação das mesmas. Elas são flores que se adaptam facilmente em um terreno como dito mais acima, desde que ele esteja bem drenado e seja bem arenoso.

Ao mesmo tempo, apesar do seu nome vulgaris que no latim significa “vulgar” ou “expansiva”, essas flores não são comumente encontradas em todas as regiões, como elas são plantas ornamentais, raramente você irá encontrar dezenas de canteiros da Aquilégia, apenas poucos ramos decorativos ou em ocasiões especiais.

A semente dessa planta não é cara e pode ser encontrada a R$ 5,00 um pacote com 10 sementes. Assim como acontecem com todas as plantas, para serem germinadas corretamente é preciso realizar o processo todo sem pular ou substituir fases ou componentes.

Caso contrário sua flor irá germinar, porém isso não acontecerá tão rapidamente e talvez a flor não desabroche tão bem. Para germinar uma semente de aquilégia, é necessário  fazer um processo de estratificação a frio. Antes de saber como fazer esse processo, vamos entender melhor o que significa fazer uma estratificação.

Aquilégia

Fazendo brotar a Aquilégia
Como a aquilégia desenvolvem-se em climas específicos, as sementes terão que ser “enganadas” para que elas sintam que passaram por um período determinado e germinem mais corretamente.

Por exemplo, uma muda de planta que só germina após o inverno, você usando a estratificação de deixando as sementes algumas poucas semanas na geladeira, elas sentirão que tenha passado o inverno e germinarão melhor. No caso da Aquiléia não há necessidade de deixar tanto tempo assim, mas o processo existe com a mesma finalidade.

Agora que foi explicado o que é estratificação, esse processo será bem simples. Em um substrato ou até mesmo envoltas com papel toalha umedecido, as sementes deverão ficar por 1 semana na geladeira em temperatura habitual.

Após o período de estratificação, será preciso apenas semear as sementes de Aquiléia sobre a superfície escolhida para a plantação e cobrir com uma pequena camada e somente em algumas áreas da semente, pois ela precisa de luz para germinar perfeitamente.

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Além desse processo, atente-se para os seguintes fatores de cultivo:
* Umidade do solo entre média e alta.
* Luz a meia sombra
* Temperatura de 10 a 30º C
* Irrigação regular
* Climas mais amenos para desenvolver-se mais rapidamente, mas a planta desenvolve bem em qualquer clima citado nas características.
* Pode ser plantada em vasos ou no solo, sendo esse último em terrenos que retenham água, tenha uma boa drenagem e seja bem fértil. O tempo para germinação da Aquilégia é de 14 a 30 dias.

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Quando ganhamos um vaso lindo, com uma planta florida, ou com uma folhagem vistosa, ficamos com vontade de plantar umas sementinhas no quintal, fazer uma jardineira florida na janela do quarto ou povoar a varanda de um monte de vasos pendurados. É tanta ideia bonita e dá vontade de ter todas em casa, mas nem sempre dá certo.

É frustrante e é verdade, nem sempre dá certo mesmo. Mesmo com toda a técnica, algumas vezes a planta morre, ou não se adapta e morre, ou adoece, sabe-se lá porque, e morre.

Esse pequeno manual de dicas básicas dará à você um ponto de apoio para suas experiências de cultivo de plantas, em casa.

Espaço
O primeiro passo é você conhecer o terreno que tem seja ele um quintal inteiro ou só uma varanda ou beira de janela. Precisa observar de que lado vem o sol da manhã, quantas horas de sol bate nesse seu terreno, se tem um lado em que o vento é mais forte, ou onde se acumula mais umidade, enfim, você entendeu. São esses fatores que irão determinar que tipo de plantas gostarão de morar nesse seu terreno.

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Tipo de planta
Cada planta tem suas preferências de luz, quantidade de água por dia, tipo de terra, mais vento ou menos ventania, umidade do ar que sufoca ou calorão que abrasa e até, você nem imagina, as plantas têm preferências quanto às outras plantas que estão ao seu lado no vaso, no canteiro ou na jardineira.

Depois que você conhecer bem seu terreno poderá escolher as plantas mais adequadas para os locais onde quer plantar.

Sinais de problemas
Aprenda a conhecer também quais os sinais que as plantas nos dão sobre como está a sua saúde ou se são supridas as suas necessidades básicas – a cor das folhas, as manchas que aparecem, aquele enrugamento que está tomando conta daquela planta ali pode ser vírus, folhas queimadas com certeza é falta de algum nutriente, a planta está toda murcha – cuidado, pode ser falta de água, mas também pode ser uma doença das raízes.

Terra
Aprenda a preparar e manter uma boa terra: toda boa terra tem uma porcentagem de matéria orgânica que é de onde vão sair os nutrientes para as plantas e uma parte de areia lavada para melhorar a estrutura e a respiração, mas você precisa saber que nem toda planta gosta do mesmo tipo de terra.

Tem planta que adora um areião, outras gostam mais de uma terra argilosa, mais pesada. Só planta de brejo é que gosta de encharcamento e, planta de praia precisa mesmo de um pouco de sal.

Aprenda a técnica de apertar na mão a terra – se fizer um bolo bonito, firme e de boa cor esta será uma terra com matéria orgânica suficiente e bem equilibrada quanto à sua estrutura interna, mas se o torrão não se mantém, se desfaz, então você pode ter certeza de que é uma terra fraca, mais areia que outra coisa. Mas os cactos e as suculentas gostam dessa terra arenosa.

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Mudas
Quando você compra uma muda, em geral ela vem em um torrão de terra de barranco (saibro), que é uma terra barata, de estrutura ruim e pobre. Então, esse saibro não vai servir para você manter sua planta muito bem – replante a muda em um vaso maior, com o dobro do tamanho, pelo menos e preencha o restante do espaço com uma terra de boa qualidade, bem adubada.

Até a muda se adaptar ao novo “estilo de vida” observe-a diariamente, teste a umidade da terra afundando o dedo nela (a terra boa deve ser possível de se afundar o dedo, sem grande esforço – senão, de certeza estará compactada, com pouca água, ou sem estrutura).

Vasos e canteiros
Todo vaso, jardineira ou canteiro têm de ter uma boa drenagem – como já disse acima, só planta de brejo é que gosta de ficar em encharcamento – e para isso você tem sempre que colocar no fundo dos vasos, das covas de plantio ou das jardineiras, uma quantidade de pedrisco e areia grossa. E claro, todo vaso tem que ter furo para saída do excedente da água de rega ou chuva.

Algumas plantas vão preferir vasos de barro, que respiram melhor e refrescam as raízes e outras vão preferir vasos de plástico que mantém a umidade mais concentrada e um calorzinho extra, mas toda planta sempre vai preferir vasos com um volume de terra que lhes permita ter os nutrientes suficientes à disposição.

Porém saiba que, o tamanho do vaso vai definir também o porte que a sua planta vai alcançar – mais espaço para as raízes também significam mais folhagens e mais flores.

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Nutrição
Plantas em vasos precisam de mais nutrientes do que as que estão no jardim e isso é porque as raízes das plantas de vasos não têm como buscar alimento mais longe do que o espaço confinado onde moram.

Mas, nem toda planta precisa dos mesmos nutrientes, nem toda planta gosta do mesmo tipo de acidez na terra (o pH), nem toda planta precisa de um excedente de calcário que alcalinize a terra dela, nem toda planta precisa de uma carga de nitrogênio, ou de fósforo, ou de potássio, o famoso N-P-K das formulações típicas dos fertilizantes que se encontram nas lojas (em grânulos, pó ou líquido), mas  toda planta vai gostar de ter a sua terra adubada com adubos orgânicos como esterco ou composto bem curtido, adubo líquido orgânico, pó de casca de ovo, torta de mamona, cinza de madeira, húmus de minhoca. Só que tem hora certa para jogar o adubo na terra.

O melhor é você preparar a terra de plantio com algum tempo – misturar os adubos orgânicos e deixar repousar (30 dias é o prazo bom de repouso).

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Regar
Não se deve regar na hora do sol a pino, pois quando a temperatura está muito alta as plantas fecham seus estômatos para reduzirem a evapotranspiração e a perda de umidade interna e assim resistirem melhor ao calor – elas se preparam bem então, não é essa a hora de jogar água.

Nesse horário, se as folhas ficarem molhadas, com gotinhas de água, o sol vai fazer queimaduras nas folhas, flores e frutos – as gotas de água funcionam como lente de aumento, você sabe. O melhor é você regar suas plantas, no tempo quente, logo cedinho de manhã ou ao final da tarde.

Mas lembre-se que tem planta que não suporta água nas folhas, que só quer água nas raízes, então a rega tem que ser diferenciada. E saiba que é o excesso de água e não sua falta a maior causa de morte das plantas de vaso – isso acontece por causa das raízes, enoveladas dentro do vaso, que ficam sufocadas de tanta água e a umidade a fazem apodrecerem.

Doenças
Planta fraca é mais suscetível à pegar doença de planta, as viroses, bacterioses e fungos. Claro que você pode tomar algumas medidas de controle biológico de pragas como seja, plantar plantas que tenham ação inseticida, fungicida ou repelente no mesmo canteiro, no vaso ao lado ou até, em consórcio, ou seja, juntas no mesmo vaso.

Cebolinha, arruda, crisântemo, alecrim, pimentas, hortelã, são plantas desse tipo, mas existem muitas mais. Porém, uma planta que está muito fraca, ou muito atacada por algum bichinho, vírus ou bactéria, terá de ser exterminada totalmente e sua terra também, para evitar que se torne um foco de contaminações para as outras plantas que você tenha em casa.

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Podas
São poucas as plantas que não requerem podas de limpeza (cortar folhas, galhos, flores e frutos que estejam secos ou doentes) o que deve ser feito ao final das estações ou mesmo, uma poda mais radical, para rejuvenescer os ramos, que é feita no tempo mais frio e na lua nova ou minguante (que é quando a seiva da planta está nas raízes).

Mas, se sua planta estiver doente, tenha ela o tamanho que tiver, corte sem dó as partes ruins e não deixe nenhum restinho delas por perto (o ideal é queimar as partes todas que estiverem contaminadas ou, jogar no lixo).

Sementeira
Se você gosta mesmo de plantar, tenha uma bandeja para sementeira (chama-se “bandeja de germinação”), ou uma coleção de copinhos de plástico descartável, ou um montão de rolos de papel higiênico vazios. Estes são os melhores recipientes para se semear, de forma controlada, as sementes que você quer ver germinar e formar mudas.

Na sementeira você deverá usar, sempre, uma terra leve, orgânica e misturada a 50% com húmus de minhoca – 10% de areia sempre é bom para manter a estrutura da terra bem areada. Durante a germinação de sementes é sempre aconselhável você tampar a bandeja, copinhos ou o que for, com uma tampa plástica, para evitar as perdas de água por evaporação direta.

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